Olá amigos,
Estamos com uma página no Facebook que é um dos projetos que estamos desenvolvendo desntro deste projeto que é a comunicação via rádio. CONEXÃO LUSÓFONA BRASIL. Para acessarem a página basta irem na busa do Facebook e digitarem.
O Link é este: https://www.facebook.com/groups/conexaobrasil/
Concumitantemente e em conjunto com a Rádio Internacional Lusófona (transmissão just in time) levamos ao ar todas as sextas feitas o programa de mesmo nome CONEXÃO LUSÓFONA BRASILm onde abordamos assuntos inerentes a todos os Países membros da CPLP e as principais notícias do Mundo Lusófono.
O Link é este: www.culturaonlinebr.org
Também no Jornal Gazeta Valeparaibana, a última página de suas edições é dedicada à LUSOFONIA.
Confiram o site e baixem o Jornal mensalemente.
O Link é este: www.gazetavaleparaibana.com
Estamos procurando também educadores nos diversos países lusófona dispostos a levar ao ar um programa semanal onde abordarão os assuntos pontuais de seu País. Entrem em contato:
E-mail: contato@culturaonlinebr.org
Forta abraço Lusófono.
Filipe de Sousa
Lingua Portuguesa, Cultura Lusófona e apoio ao imigrante lusófono
Raízes & Matrizes - Um programa da rádio , patrocinado pelo Projeto Social Formiguinhas do Vale e produzido pela Rede Vale Editora, onde somente se fala, se ouve e se promove a cultura lusófona, na rádio web CULTURAonline.
Conheça!
Conheça!
abril 30, 2013
janeiro 31, 2013
janeiro 26, 2013
Sexta-Feira - 25 de
Janeiro de 2013 - Sexta-Feira
20 horas
CONEXÃO LUSÓFONA
Mais um programa
divulgador do Projeto Raízes & Matrizes da Associação Cultural, Educação,
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Cone Leste Paulista
“Formiguinhas do Vale”, com Edição, Pesquisa e apresentação do jornalista
Filipe de Sousa.
DIRETOS DE PORTUGAL
terão também teremos, as principais notícias da semana sobre o mundo lusófono
da mídia Portuguesa, enviadas por nossa correspondente em Portugal Cristina Ferreira
Gandara.
Sejam todos bem vindos
e mais uma vez obrigado por vossa audiência.
CONEXÃO LUSÓFONA está
no ar...
Um programa para:
O Brasil, Angola,
Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal Continental e Insular, Guiné Bissau,
Timor Leste, Cabo Verde, Galiza, Macau e todos os recantos do mundo onde houver
uma Associação ou um grupo que preserva a nossa cultura e nossa língua.
Nossa intenção é a
democratização do conhecimento para um melhor entendimento da Lusofonia no que
tange a dados históricos, cultura, educação e análise de problemas sociais nas
comunidades lusófonas.
Como sempre falamos, não
queremos fazer deste projeto um monólogo.
Por isso ouvintes e
simpatizantes do projeto LUSOFONIA, interajam, colaborem, tragam suas dúvidas e
suas sugestões, afinal este programa é seu é nosso, é do mundo lusófono.
HOJE na crônica da
semana vos trago um assunto pontual e que me parece ser comum a todos os Países
Lusófonos.
Caros ouvintes! Não quero que os ricos chorem, dizia o líder
do PSD sueco, Olof Palme, quero é que os pobres riam.
Palme, social-democrata autêntico, foi primeiro-ministro e
crente denodado da igualdade social. Sublinho autêntico para que não seja
confundido com nossos social-democratas de fancaria.
Palme, assassinado por um demente, é um herói de outro tempo,
quando a religião do deus mercado ainda não vingara, dois impérios dividiam a
terra e as esquerdas da Europa Ocidental contribuíam de forma determinante para
o progresso dos seus povos.
Não existiam oligarquias financeiras para mandar mais que os
governos nacionais e anátemas eram lançados contra o chamado “capitalismo
selvagem”.
Atenção! Embora pareça,
esta cena não é dos dias de hoje
É do conhecimento até do mundo mineral que a crise dos dias
de hoje foi deflagrada pela aplicação dos mandamentos neoliberais, que ela não
poupa o Brasil e que os remédios aviados até agora pelos governos do
ex-Primeiro Mundo mostram-se incapazes de combater a origem do mal.
Quando não cuidam, abertamente, de proteger quem provocou o
desastre, e mesmo de fortalecer-lhe o poder.
Vivemos o tempo dos super-ricos e dos superpobres.
A diferença entre uns e outros tornou-se voragem infinda,
abismo sem fundo.
O Brasil também conta com seus super-ricos, arrolados nas
listas anualmente propostas ao espanto global.
Esta privilegiadíssima tigrada dispõe de fortunas calculáveis
em bilhões e não é fácil entender como se deu esta frenética, desenfreada
multiplicação de dinheiro, enquanto bilhões de seres humanos morrem de fome.
Sem pretender parafrasear Olof Palme, eu diria que os
super-ricos me incomodam muito menos do que os aspirantes a super-ricos.
Medram no Brasil, em diversos patamares da escada social,
burgueses e burguesotes de diversos calibres.
Classes A e B1, digamos, sem excluir de pronto os anseios
recônditos de inúmeros remediados.
Pergunto: que ricões, ricos, riquinhos e sonhadores de
riqueza são estes?
Algo é certo: não se trata dos burgueses que
fizeram a Revolução Industrial e a Revolução Francesa.
Do meu modesto ponto de vista, anoto que classe média tem um
significado no Brasil e outro em diversos cantos do globo.
Claro, existem parâmetros econômicos para medições precisas,
embora pareça dilatada demais a separação entre limites mínimo e máximo fixados
no Brasil para figurar na categoria.
Coube à burguesia acabar com as monarquias por direito divino
e selar de certa forma, e de vez, o fim da antiguidade medieval.
A classe média europeia é uma larga maioria que incorporou e
alargou os horizontes burgueses, em termos de cultura no sentido mais amplo. Muito
embora no sentido de qualidade de vida, tenha regredido bastante em alguns
Países. Não vou generalizar também.
Mas, nada disso se aplica ao Brasil, onde a casa-grande e a
senzala, ou se quiserem, os sobrados e os mocambos, continuam de pé, ao sabor
de uma aparente contemporaneidade que não lhes abranda os efeitos.
A ostentação do luxo é típica de uma herança resistente na
ausência de saber e verdadeiro refinamento, dramaticamente compensados por
atitudes toscas e mesmo vulgares.
Há exceções, mas não passam disto.
Não é por acaso que o Brasil conta com um exército de mais de
7 milhões de empregados domésticos.
Um recorde mundial estabelecido quando há décadas este gênero
de serviçal é cada vez mais raro nos países democraticamente evoluídos.
E nem se fale de manobristas, passeadores de cachorros,
babás. E assim por diante.
E que dizer da segurança privada, dos soturnos senhores de
terno escuro e gravata, escalados para a proteção de patrões em trajes esporte
fino, eventualmente de bermudas em regiões mais calorentas?
Há, mundo afora, senhores graúdos que não dispensam
guarda-costas, capangas, jagunços.
Não é simples distinguir, porém, quem manda de quem obedece,
e este não se perfila à porta de prédios e mansões, de lojas de comércio
retumbante ou de restaurantes hoje habilitados a figurar entre os mais caros do
planeta.
Sim, o país do futuro é
estranhamente obsoleto e continua a pagar caro por três séculos e meio de
escravidão.
Boa noite aos que chegaram
agora, CONEXÃO LUSÒFONA volta já.
HOJE para nos fazer
companhia nos intervalos musicais vos trago no primeiro bloco musica africana e
depois Cesária Évora a Diva Caboverdiana.
BLOCO DE NOTÍCIAS
Como sempre vos
trazemos as principais notícias divulgadas pelas mídias Lusitanas, durante a
semana, notícias essas que nos são enviadas pela nossa correspondente em
Portugal, Cristina Ferreira Gandara.
- LUSOFONIA - a língua
portuguesa é apenas um ponto de partida
Joaquim Chissano e José
Ramos-Horta sentem falta de uma TV internacional em português. O brasileiro
Celso Lafer quer uma CPLP "dos cidadãos".
Fará sentido pensar em "lusofonia"?
Foi com este desafio que se iniciou a conferência do
Expresso.
O painel - composto pelos ex-presidentes de Moçambique e
Timor-Leste, Joaquim Chissano, Ramos-Horta e Celso Lafer, ex-ministro dos
Negócios Estrangeiros do Brasil - pediu projectos concretos para a lusofonia.
Entre eles, uma espécie de cadeia Al-Jazeera, mas em português.
Para os oradores a língua é "um ponto de partida".
Ramos-Horta acha que "é preciso popularizar a Comunidade
de Países de Língua Portuguesa".
"Seria bom os media tornarem a realidade da CPLP
interessante para os jovens", sugeriu. Critica, como Chissano, os canais
internacionais da RTP.
"A língua podia ser mais popular se houvesse uma
televisão portuguesa mais criativa. Na RTP Internacional que chega a Timor só a
minha mãe, que tem quase 90 anos, é que está interessada. Vemos constantemente
um tal senhor Baião".
Uma criança timorense chegou a achar que o apresentador da
RTP era o Presidente português, contou Ramos-Horta. "A TV Globo, lá em
casa, ganha à RTP África por ter programas educativos", acrescentou
Chissano.
O ex-Presidente moçambicano vê na lusofonia um espaço de
"comunhão de culturas", mas considera que isso é mais verdade no
Brasil e nos PALOP do que em Portugal.
Confrontado pelo moderador, Nicolau Santos, com a
popularidade de artistas como o pintor Malang atana em Portugal, afirmou que,
ainda assim, a cultura dos outros países lusófonos é vista como
"exótica" por cá.
Chissano apela a uma "reflexão profunda" sobre os
interesses comuns dos que falam português. Acha "redutor" ver a
lusofonia apenas como conjunto de países em que se fala português.
"Em certos distritos de Moçambique tenho de usar
intérprete", explicou. Promover o português, uma língua "de
modernidade", "facilita intercâmbios" sem sufocar os idiomas
minoritários, diz.
Para Lafer, a língua é "um ingrediente da projeção
internacional do Brasil".
Defende que Brasil e Portugal são "centros
irradiadores" da lusofonia, mas Chissano avisa que isso pode mudar:
"África é a zona onde a população mais cresce".
Lafer pensa que a CPLP pode ajudar os PALOP a encontrar
"meios e modos para enfrentar desafios". Dentro de cada país, a
língua reforça a identidade, acrescentou Lafer. No plano externo, facilita os
processos diplomáticos.
A lusofonia só fará sentido se for "apropriada pelos
cidadãos", diz Lafer.
"Não queremos uma CPLP dos Estados ou seja dos Países",
sentenciou.
Ramos-Horta partilha a preocupação, reprovando a
multiplicação de reuniões ministeriais na CPLP. "Parece copiar as organizações
regionais, coisa que não é. Não vejo utilidade em reunir os ministros do
Turismo da CPLP."
O peso do português tem crescido em Timor: 23% dos timorenses
falam a língua, banida durante os 25 anos de ocupação indonésia.
O Conselho de Ministros e o Parlamento usam o português e,
graças à tecnologia, "é possível ler jornais portugueses em qualquer
aldeia de Timor", disse Ramos-Horta. Grato pelo "esforço enorme"
de Portugal e Brasil, elogiou os "muitos professores" que foram
enviados para Timor, para ensinar
discentes e docentes timorenses.
Mudando de assunto...
A filha mais velha do
Presidente de Angola, Isabel dos Santos, tornou-se na primeira bilionária
africana, de acordo com a revista norte-americana Forbes.
As acções de empresas
cotadas em Portugal, caso do BPI e da Zon, juntamente com activos em Angola,
“elevaram o valor líquido [da fortuna de Isabel dos Santos] acima da fasquia de
mil milhões de dólares, fazendo da empresária de 40 anos a primeira mulher
bilionária africana”, segundo a pesquisa da Forbes.
Formada em Engenharia no King's College de Londres, Isabel
dos Santos abriu o seu primeiro negócio em 1997 – um restaurante chamado Miami
Beach, em Luanda.
A Forbes avalia a participação de 28,8% na Zon em 385 milhões
de dólares, os 19,5% do BPI em 465 milhões de dólares e a participação no BIC,
de Angola, em 160 milhões de dólares.
Fontes consultadas pela Forbes referem que tem ainda 25% da
operadora de telemóveis Unitel, participação que isoladamente vale, “no mínimo,
mil milhões de dólares”, de acordo com analistas de telecomunicações.
Peter Lewis, professor da universidade norte-americana de
Johns Hopkins, afirmou à revista que o círculo presidencial e do MPLA “têm
muitos interesses empresariais” e que a origem destes é “muito opaca”, havendo
“completa falta de transparência” no país.
Uma porta-voz da empresária escusou-se a prestar
esclarecimentos sobre as alegadas participações detidas, mas considerou as
afirmações de Lewis “especulativas, irrazoáveis e sem valor acadêmico”.
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Enquanto isso! ---------------------
Alerta Em Angola
A extrema
pobreza leva ao tráfico de menores
As autoridades locais da Chibia, município da província da
Huíla, sul de Angola, estão preocupadas com o avolumar de casos que indiciam
tráfico de menores, na sequência da interseção pela polícia de um caminhão com
dezenas de menores, na quarta-feira.
E isto é uma prática que não era comum entre nós angolanos,
tudo isso advém das fragilidades sociais como perda de valores,sociedade
aquisitiva em que vale tudo desde que nos dê alguma vantagem econômica, tudo
isso leva que a criminalidade em todas as suas vertentes ganhe contornos imagináveis
e desumanas.
“Se o governo, empresas e instituições nacionais continuarem
a sacrificar os direitos humanos em prol do desenvolvimento, a marginalização,
descriminalização e a injustiça não cessarão”
A preocupação foi expressa pelo administrador-adjunto do
município, Nelson Benício dos Santos, que, citado pela agência Angop, recordou
que no passado se registraram casos semelhantes.
O caminhão, proveniente da Chibia com 54 menores, de idades
entre os oito e os 10 anos, foi interceptado na quarta-feira pela polícia na
estrada entre o Namibe e Lucira, e as crianças disseram ter pago cada uma 1.500
kwanzas (cerca de 12 euros) para a viagem, que deveria terminar nas fazendas de
tomate na comuna da Lucira.
Essas crianças, acrescentaram na ocasião desconhecer onde
iriam trabalhar e que sabiam somente que cada uma receberia quatro mil kwanzas
(cerca de 31 euros).
Segundo Nelson Benício, empresários proprietários de fazendas
na região aproveitam-se da pobreza para contratarem menores.
“A administração municipal da Chibia está trabalhando
arduamente com as autoridades tradicionais para fazer a intermediação, no
âmbito das orientações que são emanadas ao nível do governo da província da
Huíla, que é terminar com a exploração de menores” falou Nelson Benício.
O caso dos 54 menores foi entregue às autoridades policiais
do Namibe, para ser investigado, e as crianças entregues ao cuidado do
Instituto Nacional da Criança (INAC), no Namibe.
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O 7 º Encontro de
Negócios na Língua Portuguesa (desenvolvimento)
De periodicidade bianual, já está em preparação este evento
ocorrerá nos dias 22 e 23 de Abril em Belo Horizonte, onde nasceu, há duas
décadas, o movimento de revitalização das câmaras portuguesas de comércio no
Brasil
Nos dias 22 e 23 de Abril de 2013 vai realizar-se em Belo
Horizonte, Minas Gerais, o 7º Encontro de Negócios na Língua Portuguesa, que já
se encontra em ativa preparação.
Este Encontro é uma realização da Federação das Câmaras
Portuguesas de Comércio no Brasil, com periodicidade bianual, e está em sua
sétima edição.
Em 2013, é realizado em conjunto com a Câmara Portuguesa de
Comércio no Brasil – Minas Gerais e se espera um público de 1200 pessoas, com
delegações de vários países.
De acordo com as entidades organizadoras, o Encontro de
Negócios na Língua Portuguesa surgiu “como uma plataforma para a troca de
conhecimentos, experiências e desenvolvimento de negócios entre o Brasil e
Portugal, passando posteriormente a incorporar representações dos estados
integrantes da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP)”.
O evento iniciou-se como uma plataforma para a troca de
conhecimentos, experiências e desenvolvimento de negócios entre o Brasil e
Portugal, tendo com o passar dos anos ampliando-se este conceito, passando a
incorporar os demais países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP).
Desta forma, neste 7º Encontro a proposta é convidar
empresários e representantes de entidade públicas e privadas dos países da CPLP
a discutir os desafios econômicos e empresarias diante do cenário Mundial atual.
Trabalhando neste sentido, Raul Araújo Pena, Presidente da
Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, e Fernando Meira Dias,
Presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais, têm-se
reunido com representantes dos vários países da CPLP, bem como empresas ligadas
a estes, de modo a poder apresentar o projeto e trabalhar na divulgação do
mesmo.
A programação do evento promete levar a Belo Horizonte
referências nacionais e internacionais para os painéis que se debruçam sobre
acordos regionais de comércio e investimento, sobre as oportunidades e desafios
da nova ordem política e econômica, a renascença africana, assim como a
cooperação sul-sul e as parcerias para o desenvolvimento sustentável.
Estes temas serão aprofundados nos fóruns setoriais, cujos
temas passam por diversas áreas:
- Recursos Naturais e Energias Renováveis;
- Mercado Imobiliário;
- Infra-estrutura – construção e logística;
- Empreendedorismo Social – educação, cooperação técnica e
desenvolvimento tecnológico;
- Turismo: Hotelaria, alimentação e lazer; Agronegócios;
Tecnologia da Informação e Comunicação.
Para os dois dias do evento estão previstas, além de rodadas
de negócios e de uma feira de exposições, a realização de painéis de
apresentação e debate sobre acordos regionais de comércio e investimento,
oportunidades e desafios da nova ordem política e econômica, a renascença
africana, assim como a cooperação sul-sul e as parcerias para o desenvolvimento
sustentável.
- GUINÉ – BISSAU
Dia 23 de Janeiro, com início agendado para as 17h30, no
Auditório CIUL, do Hotel Picoas Plaza, será realizada uma coinferência sob o
tema: "A Guiné-Bissau: antes, durante e depois".
A conferência contará com a participação da Dr.ª Carmelita
Pires, do Sr. Professor Jaime Nogueira Pinto, da Dr.ª Graça Pombeiro, do Eng.º
Miguel Anacoreta Correia e do Professor Doutor Nuno Severiano Teixeira.
A conferência contará com a participação da Dr.ª Carmelita
Pires, do Sr. Professor Jaime Nogueira Pinto, da Dr.ª Graça Pombeiro, do Eng.º
Miguel Anacoreta Correia e do Professor Doutor Nuno Severiano Teixeira.
A sessão será presidida e moderada pelo Professor Doutor
Aladje Baldé.
- GUINÉ-BISSAU
Candidatura Á PRESIDÊNCIA DA RÈPUBLICA
Gomes Júnior assume-se como 'candidato natural' à presidência
da Guiné-Bissau
O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau assumiu-se hoje
como "candidato natural" à presidência do país e responsabilizou a
Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) pelo eventual
adiamento das eleições, previstas para Abril.
"Há um compromisso assumido pela CEDEAO quanto ao
período de transição. (...) Se não pode ser cumprido o período de transição
como estava estabelecido, a única responsabilidade cabe à CEDEAO", disse
Carlos Gomes Júnior, contatado pela Lusa para comentar declarações recentes que
apontam para o provável adiamento das eleições no país.
O acordo de transição na Guiné-Bissau, assinado em Maio após
o golpe de Estado de 12 de Abril, previa a realização de eleições no prazo
máximo de um ano, mas nos últimos tempos avolumam-se as vozes dos que não
acreditam em tal possibilidade.
"A nossa reação, como tem sido até aqui, é de prudência,
é de calma", disse o primeiro-ministro deposto, que na altura do golpe de
Estado se preparava para a segunda volta das eleições presidenciais, depois de
ganhar a primeira com 49% dos votos.
Carlos Gomes Júnior recordou que falta ainda definir, no
quadro das exigências do Conselho de Segurança da ONU, o restabelecimento da
ordem constitucional.
"Já havia terminado a primeira volta das presidenciais e
aguardava-se a continuação desse ato eleitoral. Ninguém se pronuncia sobre
isso" afirmou Carlos Gomes.
Carlos Gomes Júnior, que está exilado em Lisboa desde o golpe
de Estado, justificou ainda o adiamento do congresso do partido a que preside,
o PAIGC, de Janeiro para Maio: "Em primeiro lugar têm de ser criadas as
condições para o regresso do presidente do partido - porque o presidente do
partido é que dirige o congresso – além de todos os dirigentes que estão no
exterior".
Questionado se isso significa que o congresso poderá ser
novamente adiado, o dirigente afirmou que na altura "o comitê central
analisará" se há condições para a sua realização.
Seja como for, Carlos Gomes Júnior assume-se desde já como
"candidato natural" à presidência do país:
"Naturalmente sou candidato afirma Carlos Gomes Júnior.
Ganhei a primeira eleição com 49% dos votos e isso representa a esperança que o
povo da Guiné-Bissau e os militantes do PAIGC depositam na minha pessoa".
- MOÇAMBIQUE
Moçambique repatriou 22 portugueses
Vinte e dois portugueses encontram-se num grupo de 61
estrangeiros repatriados, na semana passada, pelas autoridades moçambicanas,
por problemas relacionados com os seus vistos.
O porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique
na Cidade de Maputo, Orlando Mudumane, disse que os cidadãos portugueses foram
retidos no Aeroporto Internacional de Maputo, após o desembarque e depois
recambiados.
"Estes estrangeiros vieram a Moçambique através das
companhias aéreas Kenya Airways e TAP e foram retidos no Aeroporto
Internacional de Mavalane", afirmou Jafete Mabote
- TIMOR-LESTE E A
JUSTIÇA
A ex-ministra da Justiça de Timor-Leste foi presa terça-feira
para cumprir a pena de cinco anos de prisão a que foi condenada por
participação econômica em negócio, disse hoje à agência Lusa o seu advogado,
Sérgio Hornay.
A 08 de Junho, antiga ministra da Justiça timorense, do V
Governo, chefiado por Xanana Gusmão, foi condenada a cinco anos de prisão pelo
Tribunal Distrital de Díli pela prática de um crime de participação econômica
em negócio.
O crime é relativo à aquisição de fardas para equipar guardas
prisionais da Direção Nacional dos Serviços Prisionais e de Reinserção Social.
O conhecido no Brasil sobre superfaturamento e desvio de verbas.
Na sentença proferida pelo tribunal, a ministra foi também
condenada ao pagamento de 4.350 dólares (3.256 euros ao câmbio atual).
No entanto, a ministra foi absolvida de dois crimes de abuso
de poder e de um crime de administração danosa.
Estas foram as notícias enviadas por Cristina
Ferreira Gândara
Correspondente em Portugal
Da Cultura online Brasil.
Sempre vos falo de
Brasil, de Angola, de Moçambique, da Guiné, de Timor mas, hoje vos trago um
pouco de Portugal. Da Origem do nome e uma resumida história de Portugal.
Portugal, oficialmente República Portuguesa, é um país
soberano unitário localizado no Sudoeste da Europa, cujo território se situa na
zona ocidental da Península Ibérica e em arquipélagos no Atlântico Norte.
O território português tem uma área total de 92 090 km²,
sendo delimitado a norte e leste por Espanha e a sul e oeste pelo oceano
Atlântico, compreendendo uma parte continental e duas regiões autônomas: os
arquipélagos dos Açores e da Madeira. Portugal é a nação mais a ocidente do
continente europeu.
O nome do país provém da sua segunda maior cidade, Porto,
cujo nome latino era Portus Cale.
O território dentro das fronteiras atuais da República
Portuguesa tem sido continuamente povoado desde os tempos pré-históricos:
ocupado por celtas, como os galaicos e os lusitanos, foi integrado na República
Romana e mais tarde colonizado por povos germânicos, como os suevos e os
visigodos, e no século VIII as terras foram conquistadas pelos mouros.
Durante a Reconquista cristã foi formado o Condado
Portucalense, primeiro como parte do Reino da Galiza e depois integrado no
Reino de Leão.
Com o estabelecimento do Reino de Portugal em 1139, cuja
independência foi reconhecida em 1143, e a estabilização das fronteiras em
1249, Portugal tornou-se o mais antigo Estado-nação da Europa.
Nos séculos XV e XVII, como resultado de pioneirismo na Era
dos Descobrimentos, Portugal expandiu a influência ocidental e estabeleceu um
império que incluía possessões na África, Ásia, Oceania e América do Sul,
tornando-se a potência econômica, política e militar mais importante de todo o
mundo.
O Império Português foi o primeiro império global da história
e também o mais duradouro dos impérios coloniais europeus, abrangendo quase 600
anos de existência, desde a conquista de Ceuta em 1415, até à transferência de
soberania de Macau para a China em 1999.
No entanto, a importância internacional do país foi bastante
reduzida durante o século XIX, especialmente após a independência do Brasil, a
sua maior colônia.
Após a Revolução de 1910, a monarquia foi deposta e iniciada
a Primeira República Portuguesa, cuja instabilidade culminou na instauração de
um regime autoritário, o Estado Novo, presidido por Salazar.
A democracia representativa foi instaurada após a Revolução
dos Cravos, em 1974, que terminou a Guerra Colonial Portuguesa, quando as
últimas províncias ultramarinas de Portugal se tornaram independentes, sendo as
mais proeminentes Angola e Moçambique.
Portugal é atualmente um país desenvolvido, com um Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH) considerado como muito elevado.
O país é classificado na 19.ª posição em qualidade de vida,
tem um dos melhores sistemas de saúde e educação do planeta e é também uma das
nações mais globalizadas e pacíficas do mundo.
É membro-fundador da Organização das Nações Unidas (ONU), da
União Europeia (incluindo a Zona Euro e o Espaço Schengen), da Organização do
Tratado do Atlântico Norte (NATO), da Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa (CPLP).
Portugal também participa em diversas missões de manutenção
de paz das Nações Unidas.
O nome Portugal apareceu entre os anos 930 a 950 da Era
Cristã, sendo no final do século X que começou a ser usado com mais frequência.
O Rei Fernando I de Leão e Castela, chamado o Magno,
denominou oficialmente o território de Portugal, quando em 1067 o deu ao seu
filho D. Garcia, que se intitulou rei do mesmo nome.
No século V, durante o reinado dos Suevos, Idácio de Chaves
já escrevia sobre um local chamado Portucale, para onde fugiu.
Eis o escrito: fugitivo ao lugar ao qual chamam
Portucale, foi levado como prisioneiro ao rei Teodorico. Foi posto sob
custódia, enquanto o resto dos suevos sobreviventes à anterior batalha se
renderam — apesar de alguns terem morrido —; desta maneira o reino dos Suevos
foi destruído e acabado.
Cale, a atual Vila Nova de Gaia, já era conhecida por
Portucale no tempo dos godos.
Num diploma de 841, surge por incidente, a primeira menção da
província portugalense.
Afonso II das Astúrias, ampliando a jurisdição espiritual do
Bispo de Lugo, diz: (Latim)
Totius galleciae, seu Portugalensi Provintiae summun
suscipiat Praesulatum. Traduzindo: Que ele tome o governo supremo de toda a província
da Galiza e de Portugal.
Mas há quem afirme que Portugal deriva de Portogatelo, nome
dado por um chefe oriundo da Grécia chamado Catelo, ao desembarcar e se
estabelecer junto do atual Porto.
A primeira vez que o nome de Portugal aparece como elemento
de raiz heráldica, é numa carta de doação da Igreja de São Bartolomeu de
Campelo por D. Afonso Henriques em 1129.
Notícias de ultima hora
Para terminar chega-nos
de Portugal a notícia que Todas as estradas do maciço central da Serra da Estrela, que
estavam fechadas devido à neve, abriram ao trânsito às 09:05 de hoje, disse à
agência Lusa fonte do Centro de Limpeza de Neve, nos Piornos.
As ligações entre Piornos, Torre e Lagoa Comprida, entre Loriga
e Lagoa Comprida e daqui até ao Sabugueiro foram reabertas, ou seja, todas as
estradas estão transitáveis na Serra da Estrela.
A cadeia montanhosa está coberta de neve e chove desde a
01:00 da última madrugada, referiu a mesma fonte.
As temperaturas rondam -1 graus Celsius na Torre e 2 graus
nos Piornos, acrescentou.
A Turistrela reabriu também esta manhã a estância de
desportos de inverno na zona da Torre, adiantou fonte da empresa à Lusa.
O Instituto Português do Mar e Atmosfera volta a prever queda
de neve a partir de domingo nos pontos mais altos da serra da Estrela, descendo
gradualmente a cota para os 800 metros a partir da tarde.
250 mil portugueses
dependem de ansiolíticos ou seja 3% da População Portuguesa.
Cerca de 250 mil portugueses serão dependentes de
ansiolíticos ou de medicamentos para dormir e quatro em cada 10 já tomaram
algum destes remédios pelo menos uma vez na vida. Esta é a principal conclusão
de um inquérito hoje divulgado pela Defesa do Consumidor.
A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco)
realizou um inquérito a mais de 12.500 pessoas. Os resultados, publicados na
edição de fevereiro/março da revista Teste Saúde, indicam que haverá cerca de
250 mil portugueses com sinais de dependência.
Cerca de um quarto dos utilizadores destes remédios revelou
sinais de "uso problemático", com a sensação que o efeito dos
comprimidos está a diminuir ou que está a causar maiores danos que benefícios.
Segundo a revista, um quinto dos inquiridos que toma estes
fármacos admitiu grande preocupação e nervosismo quando não tem os comprimidos
à mão ou não os toma nas horas habituais.
O inquérito da Deco permitiu ainda concluir que os
ansiolíticos e indutores de sono fizeram parte da vida de um quarto dos
portugueses. O consumo é mais frequente entre as mulheres, pessoas com mais de
65 anos, com dificuldades econômicos, grupos com baixo nível de educação e
desempregados.
Quanto à fonte de prescrição dos medicamentos, em metade dos
casos é o médico de família o responsável pela receita, seguindo-se um
psiquiatra. Mas há 6% dos inquiridos que admitem tomá-los por conta própria.
Desempregados tratados
como "bandidos" nos centros
O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza denunciou hoje que
há centros de emprego que tratam os desempregados como "bandidos" e
esquecem-se que, para terem direito a subsídio de desemprego, essas pessoas já
descontaram para a Segurança Social.
Sérgio Aires falava no decorrer do debate promovido pela
rádio Antena 1 sobre Estado Social. Que futuro? Em Lisboa, no qual criticou o
fato de alguns centros de emprego tratarem os desempregados como
"bandidos".
No final do debate, o presidente da Rede Europeia
Anti-Pobreza (EAPN) Portugal admitiu à agência Lusa que alguns centros de emprego,
em algumas zonas do país, estão a passar por situações "que os próprios
funcionários nunca imaginaram", "desde o número de pessoas que acorre
aos centros de emprego até ao volume de trabalho que também aumentou".
Sérgio Aires frisou que se trata de um "trabalho
meramente burocrático" porque as "pessoas vão aos centros de emprego
marcar presença" em vez de irem procurar ofertas de emprego ou mostrar que
andam à procura de emprego.
"É provável que o cansaço de alguns funcionários de
alguns centros de emprego ajude a que esta interpretação seja feita,
principalmente em cidades onde o desemprego é mais acutilante, como Setúbal ou
o Porto, mas a verdade é que os ecos que nos chegam é que as pessoas são
tratadas como se não tivessem direito a receber aquele valor e estão a tirar
dinheiro a alguém", criticou.
Sublinhou que esta é uma situação "emocionalmente muito
pesada" para alguém que não contava estar desempregada, que tem outras
pessoas a cargo e que muitas vezes para terem algum rendimento extra têm de
fazer coisas "inimagináveis" como ir buscar um familiar a um lar para
poder ter acesso ao valor da pensão e complementar assim o rendimento mensal do
agregado familiar.
Fórmula 1 pode voltar a
Portugal já este ano
O patrão da Fórmula 1 admitiu em entrevista que o Autódromo
do Algarve é candidato a receber uma corrida a 21 de julho.
Ecclestone revelou ao jornal austríaco Salzburger Nachrichten
que, "para a data que ainda está livre, existe o interesse da França e,
agora, também de Portugal, com o novo circuito do Algarve", cuja sociedade
gestora está em Processo Especial de Revitalização (PER).
No entanto, na resposta à pergunta seguinte da entrevista
publicada na edição online do diário austríaco, o dirigente britânico, de 82
anos, observou que "já existem demasiadas corridas na Europa para que
ainda se realize mais um Grande Premio".
Ecclestone tinha dito a 09 de janeiro que o Campeonato do
Mundo de Fórmula 1 de 2013 deverá ser composto por 19 provas em vez das 20
inicialmente previstas, em entrevista ao diário austríaco Krone Zeitung.
"A data de 21 de julho vai ficar livre", dissera
então Ecclestone, em referência à data prevista para a realização do Grande Premio
da Europa, que a Áustria pretendia organizar no circuito de Spielberg.
Caso aquelas declarações de Ecclestone se confirmem e a
França e Portugal fiquem fora da rota da F1, o Mundial de 2013 deverá contar
apenas com a realização de uma prova no período compreendido entre 07 de julho
e 25 de agosto, o Grande Premio da Hungria, a 28 de julho.
CONEXÃO LUSÓFONA ESTÁ
CHEGANDO AO SEU FINAL POR HOJE
Vos trouxemos as
principais notícias lusófonas da semana, comentadas, e um pouco da história do
nome e da origem de Portugal.
Obrigado a todos pela audiência e até
á próxima semana, neste mesmo dia e horário, com mais um programa Conexão
Lusófona.
dezembro 31, 2012
Gazeta Valeparaibana - janeiro 2013
A equipe do jornal mensal Gazeta Valeparaibana, deseja a todos os leitores, amigos e colaboradores, um Feliz 2013 e aproveita para informar que já está disponível o jornal de Janeiro no link: http://www.gazetavaleparaibana.com/062.pdf
dezembro 01, 2012
Gazeta Valeparaibana - Dezembro 2012
- Editorial e crônica
- Nossa saúde
- O Lúdico e a educação
- Cidadania
- Contos e Lendas
- Sustentabilidade Social
- Sergipe (SE)
- Educação Pública
- Nossos alunos e nossas Escolas
- Petróleo Brasil
- Política e Sociedade
- Informática
- Direitos e Propriedade intelectual
- Nossa Lusofonia
Tudo isso você encontra aqui: www.gazetavaleparaibana.com/061.pdf
novembro 23, 2012
CONEXÃO LUSÓFONA –
Sexta-Feira - 23 de Novembro de 2012
Um programa divulgador
do Projeto Raízes & Matrizes da Associação Cultural, Educação, Meio
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Cone Leste Paulista, com Edição,
Pesquisa e apresentação de Filipe de Sousa.
Sejam bem vindos e mais
uma vez obrigado por vossa audiência.
CONEXÃO LUSÓFONA
Um programa para:
Angola, Moçambique, São
Tomé, Portugal Continental e Insular, Guiné Bissau, Timor Leste, Cabo Verde,
Macau e todos os recantos do mundo onde houver uma Associação ou um grupo que
preserva a nossa cultura.
Iniciamos este projeto
para divulgar a lusofonia, notícias e comentários de todos os Países onde a cultura
portuguesa esteja presente.
Neste trabalho
pretendemos trazer as narrativas em seus detalhes já que a história nos é por
vezes contada de forma incompleta escondendo interesses e fatos importantes
para um conhecimento real da evolução de Países e sociedades.
Nossa intenção é a
democratização do conhecimento para um melhor entendimento da Lusofonia no que
tange a dados históricos, cultura, educação e problemas sociais comuns a todas
as comunidades lusófonas.
Não queremos fazer
deste projeto um monólogo.
Por isso ouvintes e
simpatizantes do projeto LUSOFONIA, interajam, colaborem, tragam suas dúvidas e
suas sugestões, afinal este programa é seu é nosso, é do mundo lusófono.
QUE TAL SEGUIRMOS O
EXEMPLO: Portugal e não só, precisa disso:
O novo Presidente da França, François Hollande, Maçom, com
apenas 56 dias no cargo, surpreendeu o mundo com a execução de uma política
Humanitária e voltada para a felicidade do cidadão francês comum.
- Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem
leiloados e que os rendimentos apurados se destinem ao Fundo da Previdência, devendo
ser distribuído pelas regiões com maior número de centros urbanos como os
subúrbios mais ruinosos. Em contrapartida Portugal resolveu baixas as
aposentadorias.
- Depois o Presidente Francês, tornou a enviar um documento
de doze linhas para todos os órgãos estaduais que dependem do governo central
em que comunicou a abolição do "carro da empresa" provocativa e
desafiadora, quase insultando os altos funcionários, com frases como "se
um executivo que ganha 650.000 Euros/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um
bom carro com o seu rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é
estúpido, ou desonesto.
A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras, afirmou o
Presidente Francês.
Fora os Peugeot e os Citroen. 345 milhões de euros foram
salvos imediatamente e transferidos para criar 175 institutos de pesquisa
científica avançada de alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560
desempregados jovens cientistas "para aumentar a competitividade e produtividade
da nação."
- Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido como
"socialmente imoral") e emitiu um decreto presidencial que cria uma
taxa de emergência de aumento de 75% em impostos para todas as famílias, que
ganham mais de 5 milhões de euros/ano.
Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afetar
um euro do orçamento, contratou 59.870 diplomados desempregados, como
professores na educação pública.
- Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3
milhões de euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha
(com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas
primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento em
infraestrutura nacional.
- Estabeleceu um "bônus-cultura" presidencial, um
mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelece
como uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo menos,
dois licenciados desempregados a partir da lista de desempregados, a fim de
economizar dinheiro dos gastos públicos e contribuir para uma contribuição
mínima para o emprego e o relançamento de novas posições sociais.
- Aboliu todos os subsídios do governo para revistas,
fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores
estatais" que financiam ações de atividades culturais com base na
apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing
avançados.
- Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma
escolha (sem impostos): Quem proporcione empréstimos bonificados às empresas
francesas que produzem bens, recebe benefícios fiscais e quem oferece
instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou largar.
- Reduzido em 25% o salário de todos os funcionários do
governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários
públicos que ganham mais de 800.000 Euros por ano.
Com essa quantidade (cerca de 4 milhões) criou um fundo que
dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceis condições
financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até
que a criança entre na escola primária e de três anos se a criança é mais
velha.
Tudo isso sem alterar o
equilíbrio do orçamento.
Aqui se prova mais uma
vez que:
Para fazer "a
revolução", não precisamos pegar em armas ou acabar com a vida de ninguém.
A nossa "arma", são as redes sociais, acredite no poder que nós
temos. Basta cada um fazer a sua parte e ampliar.
Tá na sua mão. Na nossa
mão.
Sejamos bastante coerentes!
Mundo Lusófono
Mundo Lusófono é aquele onde a cultura lusófona se faz
presente e onde a língua portuguesa é fala.
LUSOFONIA é o conjunto de identidades culturais existentes em
países falantes da língua portuguesa, em comunidades de todo o mundo, como
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau , Moçambique, Portugal, São
Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A língua portuguesa é a sexta língua mais falada
no mundo como língua materna, com cerca de 240 milhões de falantes.
Os brasileiros representam cerca de
65% dos lusófonos.
Se fala muito em crise na União
Europeia mas,
* Para onde caminha a Europa em
crise?
Foi na Europa que se desenvolveram duas terríveis guerras
mundiais e esse Continente já foi palco do surgimento do fascismo e nazismo, que
ainda se mantém incólume em algumas regiões e, onde recentemente através de seu
braço armado, a OTAN, a Europa realizou várias intervenções militares a serviço
de interesses coloniais e imperialistas.
Tudo indica que separatismos de regiões ricas de alguns
países da Europa não indicam bons presságios.
Que campeonato de futebol o Barcelona disputará se a sua
região, a Catalunha, deixar a Espanha?
O campeonato catalão?
Quem pagaria para ver isso?
Mesmo banal, esse é um exemplo dos riscos envolvidos no
crescente movimento separatista em alguns países da Europa.
O separatismo não surgiu da atual crise, mas se alimenta dela
e pode, por sua vez, agravá-la, ao gerar incertezas e ampliar a percepção de
risco na região.
Os principais movimentos separatistas no ocidente europeu
estão na Espanha (na Catalunha e no País Basco), no Reino Unido (Escócia), na
Bélgica (que pode se dividir) e, em menor escala, na Itália (no norte do país).
Em todos esses casos, mesmo com razões históricas profundas,
o separatismo foi impulsionado recentemente pela questão fiscal.
Regiões mais ricas querem mais controle sobre a sua economia,
querem reter uma parte maior da riqueza que produzem e, assim, reduzir o
repasse de dinheiro às regiões mais pobres.
Não deixa de ser curioso que, numa hora em que e Espanha pode
pedir ajuda a contribuintes de outros países europeus, os contribuintes mais
ricos da Espanha (os catalães) queiram reduzir a ajuda financeira às regiões
mais pobres do país.
Na Catalunha, após impasse na discussão sobre repartição de
dinheiro com Madri, o governo local antecipou para novembro as eleições para o
Parlamento regional. Partidos nacionalistas devem ampliar sua maioria.
O governador, o nacionalista Artur Mas, já prometeu um
plebiscito pela autodeterminação, ainda sem data.
Ele adota linguagem ambígua e evita usar o termo
independência, o que é proibido pela Constituição espanhola.
A sua proposta de pergunta no plebiscito é: "Você quer
que a Catalunha seja um novo Estado da União Europeia?". Segundo pesquisa
publicada em setembro pelo jornal catalão "El Periódico", 46,4%
votariam a favor, 22% contra e havia 25,7% de indecisos.
O País Basco acabou de eleger o novo
Parlamento local.
Dois partidos nacionalistas foram os mais votados e devem
formar um governo de coalizão. Um deles, o EH Bildu, apoia abertamente a
independência de Euskadi, o nome da região em basco. Um plebiscito na Catalunha
abriria caminho para um referendo similar no País Basco.
A Escócia negociou na semana passada, com o governo
britânico, a realização, em 2014, de um plebiscito sobre a independência.
Pesquisa indica que a maioria da população escocesa hoje é contra, mas a
campanha ainda nem começou.
Na Bélgica já existe autonomia entre as regiões que formam o
país: Flandres (mais rica, com população de fala holandesa) e Valônia (de fala
francesa).
Nas eleições municipais, os separatistas de Flandres saíram
vitoriosos, conquistando pela primeira vez a prefeitura da rica Antuérpia.
O líder do partido já pediu ao governo nacional um plano de
reforma confederalista. Mas eles obtiveram 30% dos votos e parece não haver
apoio popular para a dissolução do país.
Ao contrário dos demais, na Itália os separatistas querem
criar uma entidade que nunca existiu, a Padânia, que reuniria regiões do norte.
O apelo nacionalista é, assim, bem menor.
Além disso, o movimento sofreu este ano dois duros golpes: o
principal partido separatista, a Liga Norte, foi abalado por um escândalo de
corrupção que derrubou seu líder (a corrupção era um pecado mortal atribuído ao
governo central, em Roma).
Além disso, o governo regional da Lombardia, bastião da Liga
Norte, caiu por um escândalo de infiltração da máfia (outro vício que, para os
nortistas, era exclusivo do sul). Mas a profunda crise política e econômica que
o país atravessa favorece projetos populistas.
Caso o separatismo avance na Espanha, é muito provável que
volta à agenda na Itália também.
"É difícil dizer quão grande é o impacto fiscal nessa
questão. O apoio à independência cresceu muito na Catalunha nos últimos dois
anos, após os cortes de gastos. Os catalães sentem que estão pagando demais ao
Estado espanhol", disse Sebastian Balfour, professor emérito de Instituto
Europeu, da London School of Economics.
"A crise tem papel importante, mas há outros fatores
profundos. Há um processo em andamento de busca de identidade, num mundo
globalizado, de raízes que não são necessariamente nacionais, podem ser
regionais", afirmou. Para Balfour, outro fator é a "fraqueza do
Estado".
"O nacionalismo costuma ser mais forte em Estados
fracos, com fraca identidade nacional, como na Espanha e na Itália."
Ele vê diferenças nos casos de separatismo. "Não há, no
Reino Unido, uma Constituição que proíba a Escócia de negociar a sua
independência. Na Espanha, não há um mecanismo para isso. A Constituição não
permite."
Balfour acha que o temor de piora econômica pode frear o
separatismo, principalmente a incerteza quanto ao status dos novos países na
União Europeia.
O risco econômico é maior para as regiões, se conseguirem a
independência. Talvez Flandres seja um pouco diferente, é uma economia forte,
tecnológica, de serviços.
A Valônia é industrial, e a indústria está em crise desde os
anos 90. Seria mais difícil para Escócia, Catalunha e País Basco.
Como eles sobreviverão sem o mercado único [europeu]? Como
vão negociar isso? A maior parte do comércio dessas regiões é com o seu país. O
maior mercado da Catalunha é a Espanha.
A União Europeia evita comentar o tema. Considera essa é uma
questão interna dos países e que cada um cuide do seu caso com as suas leis.
Novos países podem entrar no bloco se houver a aprovação unânime dos atuais 27
membros. Ou seja, a Espanha pode vetar o ingresso da Catalunha (e já ameaça
isso veladamente).
"Na prática, ninguém sabe o que vai acontecer",
afirmou uma autoridade europeia, que pediu para não ser identificada. "As
regiões não poderão ter certeza jurídica [de entrada na UE] antes de um caso
concreto."
"Tem países europeus que não são da UE, como a Suíça,
mas que estão plenamente integrados. E, além disso, ninguém fica fora para
sempre", disse essa fonte. Ele lembra ainda que novos países poderiam usar
o euro mesmo sem estar na UE. "Eles não teriam soberania monetária, mas
hoje já não se tem mesmo no euro."
Tanto Balfour como a fonte europeia acham que não haverá
separações. "Mas quer negociar ainda mais autonomia para a Catalunha, obter
concessões, e para isso surfa no sentimento nacionalista. Esse é um jogo
perigoso", disse o professor.
Perigoso pois pode afetar a percepção
de risco dos países envolvidos.
"Isso não ajuda a economia da
Espanha", disse a autoridade.
Mais! Incerteza é tudo o que a Europa
não precisa agora.
Principais manchetes
da imprensa em Portugal
NOTÍCIAS
MUNDO LUSÓFONO
Noticias mais
importantes nas mídias portuguesas no período compreendido entre 16 e 22 de
Novembro.
Com a colaboração de nossa
correspondente em Portugal Cristina Ferreira Gandara
Manchetes dos
principais jornais em PORTUGAL
■Português é a terceira Língua mais utilizada no Facebook, aponta
relatório
■Os desafios da Língua Portuguesa na Era Digital
■A redescoberta da história indo-portuguesa de Goa
■ONU, CPLP e União Africana devem atuar em missão à Guiné-Bissau
■Imprensa de Macau pede tratamento igual aos média em português e em
chinês.
PORTUGAL – Taxa de
desemprego
Bate novo recorde:
15,8%
A taxa de desemprego em Portugal volta a bater o recorde e
chega já aos 15,8%, ou seja, o país ganhou mais 44 mil desempregados durante o
terceiro trimestre deste ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
A taxa de desemprego entre os jovens em Portugal continua
subindo e chegou no terceiro trimestre aos 39%, afetando já 175 mil pessoas
entre os 15 e os 24anos.
No segundo trimestre de 2012, a taxa de desemprego nesta
faixa etária era de 35,5%, com 149,7 mil jovens desempregados contabilizados
pelo Instituto Nacional de Estatística.
De acordo com o INE, este salto representa um aumento de 17%
em termos trimestrais e de 26,6% em comparados com o anterior trimestre, tendo
sido um dos principais motivos para a subida da taxa de desemprego total.
Entre Julho e Setembro, a taxa de desemprego subiu no
terceiro trimestre para os 15,8%, face aos 15% observados no trimestre
anterior, com o número de desempregados em Portugal ultrapassando os 870 mil,
divulgou o INE.
Entre o número de desempregados, há 137,5 mil com grau de
ensino universitário (uma subida de 45,8% em relação ao trimestre passado e
mais 27,8% se comparado ao trimestre anterior).
Comparando com o mesmo trimestre de 2011, o desemprego
atingiu mais 43,2 mil licenciados entre Julho e Setembro.
PORTUGAL – ECONOMIA
ORÇAMENTO DE ESTADO 2013 contém o maior aumento de impostos da
história.
O secretário-geral do Partido Socialista, António José
Seguro, acusou no sábado o Governo de fazer “propaganda”, considerando que a
proposta de Orçamento de Estado contém o “maior aumento de impostos da
história".
“A propaganda tentou iludir os portugueses, porque eu bem vi
e muita gente falou comigo, a propaganda do Governo tenta dar a ideia que os
portugueses vão pagar menos 0,5 por cento de impostos no próximo ano, não é
verdade”, afirmou.
“O Governo apresenta uma proposta de Orçamento de Estado que
é a proposta que mais aumenta os impostos desde a revolução de 25 de Abril. Um
aumento de 30 por cento no IRS dos portugueses, que é o aumento maior de
impostos da nossa história”, acrescentou.
O dirigente socialista falava em Portalegre, no decorrer de
um jantar com militantes e simpatizantes do Partido Socialista, após ter
estado, ao final da tarde de sábado, no centro daquela cidade alentejana a
presidir à inauguração da nova sede da Federação Distrital do Partido Socialista.
PORTUGAL - Porto
Rui Rio, Presidente da Câmara da cidade do Porto, em
Portugal, afirmou ontem que "um poder político desacreditado" está
mais vulnerável à influência de interesses privados.
O presidente da Câmara do Porto falou num colóquio da
Faculdade de Economia do Porto sobre "O Estado social ao Estado
liberal" que, em determinada altura da sua vida política, esteve envolvido
no estudo de uma reforma da segurança social. Esse esqueleto de reforma nunca
chegou a sair do papel. Os motivos? "Nunca os direi, pelo menos enquanto
as pessoas envolvidas estiverem vivas".
Nunca se referindo ao que estava em causa nem aos contornos
do caso, Rio afirmou apenas que, "se os portugueses soubessem o que se
passou" teriam ainda mais motivos que os que já lhes assistem para
desconfiarem do papel dos políticos no desenrolar da vida do país.
Já antes, na sua intervenção inicial, Rio tinha afirmado que
"Temos uma crescente incapacidade política para resolvermos os problemas
que temos pela frente. Agravado por um poder político desacreditado e
interesses corporativos mais fortes e capazes de influenciar" a vida de
todos, colocando interesses particulares à frente do interesse público.
PATRIMÓNIO IMATERIAL –
EUROPA DO SUL
Colóquio «Políticas Públicas para o Patrimônio Imaterial na
Europa do Sul: percursos, concretizações, perspectivas»
Nos próximos dias 27 e 28 de Novembro será realizado em
Lisboa, o Colóquio Internacional Políticas Públicas para o Patrimônio Imaterial
na Europa do Sul – percursos, concretizações, perspectivas.
O Colóquio tem como objetivo refletir sobre os processos de
desenho de políticas públicas e os principais programas e medidas de
valorização desenvolvidos em Portugal, Espanha, França e Itália para fins da
implementação da Convenção UNESCO 2003, com especial enfoque sobre a
constituição de inventários como medidas fundamentais para a salvaguarda do
Patrimônio.
Confrontando as principais estratégias desenvolvidas em cada
um dos países, assim como os percursos históricos de que resultaram essas
mesmas estratégias, o Colóquio pretende refletir, por um lado, sobre os papéis
aí reservados para as entidades governamentais (de âmbito nacional, regional e
local), as entidades de caráter científico e cultural (museus, universidades,
centros de pesquisa, associações) e as “comunidades, grupos, indivíduos”.
Por outro lado, tendo em conta o papel desempenhado pela
Antropologia, não apenas no estudo dos fatos de cultura desde recentemente
objetificados como “PCI”, mas também no próprio processo de elaboração da
Convenção da UNESCO, o Colóquio pretende refletir sobre o papel e o
envolvimento da disciplina na definição e implementação daquelas políticas e estratégias,
identificando as oportunidades, os resultados e, também, os problemas
metodológicos, epistemológicos e/ou políticos que daí podem decorrer.
BRASIL – PORTUGAL -
BRASIL
Lusofonia... Nossos
laços culturais. Uma saída? Para a Ministra sim.
A ministra da Cultura brasileira, recém empossada, Marta
Suplicy, disse que o seu país devia estar mais presente no momento difícil de
Portugal e que "o grande irmão" dos portugueses não é a China mas o
Brasil.
"Acredito que, neste momento difícil que Portugal
atravessa, é o momento que o Brasil deveria estar mais presente", afirmou
Marta Suplicy, que esteve em Lisboa para a inauguração do "Espaço
Brasil", de promoção da cultura brasileira no âmbito do Ano do Brasil em
Portugal, no LX Factory, em Alcântara, Lisboa.
"O grande irmão e parceiro de Portugal neste momento
difícil economicamente não é a China, é o Brasil. Acredito que o Brasil tem de
acelerar este processo", sublinhou a ministra brasileira.
Para Marta Suplicy, "a presença da Embraer em Portugal
foi muito importante", mas considera que mais "parcerias são
necessárias neste momento" e o "parceiro principal [de Portugal]
deveria ser o Brasil".
Segundo a Ministra, o Brasil e Portugal podem, através da
promoção da sua cultura, potenciar o seu desenvolvimento econômico, sobretudo
em áreas como o turismo, negócios e empresas.
"A promoção da cultura pode ser, principalmente em
países como o Brasil e Portugal, numa certa medida, uma alavanca gigantesca
para o turismo", declarou.
O Ano do Brasil em Portugal e do Ano de Portugal no Brasil
está a decorrer desde setembro em ambos os países, com uma programação que
abrange as áreas da cultura, economia e turismo, terminando em junho de 2013.
Marta Suplicy, que também já foi ministra do Turismo (no
Governo de Lula da Silva) e prefeita de São Paulo, disse que a
"alavanca" que a cultura promove também é importante nos negócios,
para as empresas e outros setores.
Para a ministra brasileira, "alguns países já têm
clareza sobre isso, com orçamentos maiores na área da cultura e com grandes
investimentos. Outros ainda, por necessidade ou visões diferentes, não têm essa
percepção, ou se tem, não conseguem" dar prioridade à promoção da cultura.
"Há uma percepção cada vez maior que esta riqueza do
Brasil em cultura pode tornar-se em riqueza de desenvolvimento econômico,
principalmente para algumas regiões brasileiras extremamente ricas
culturalmente e que não se apropriam financeiramente desta possibilidade",
acrescentou.
Senadora por São Paulo, Marta Suplicy, que assumiu a pasta da
Cultura em Setembro passado, afirmou ainda que foi uma ideia feliz fazer um Ano
do Brasil em Portugal neste momento, referindo-se à mostra da cultura
brasileira em "várias regiões do país, com a presença diversificada".
Sobre a fraca divulgação no Brasil de obras literárias
contemporâneas (além de autores de teatro, entre outros) de Portugal, a
ministra disse que os dois países têm responsabilidade na questão, mas Portugal
"deveria ter um papel de proeminência" na promoção das suas obras.
A ministra disse que a imagem de Portugal e dos portugueses
no Brasil já é bastante diferente de há três ou quatro gerações passadas.
"O português está absolutamente incorporado na cultura
brasileira e nas gerações mais novas não procede mais este estereótipo (homens
de bigode e mulheres vestidas de preto) em relação ao português", afirmou
a ministra.
Marta Suplyci referiu que o envolvimento de atores
portugueses nas novelas brasileiras nos últimos anos é "muito rica e muito
bem-vinda" no Brasil.
Sobre o Ano do Brasil em Portugal e de Portugal no Brasil, a
ministra considerou ainda que "culturalmente, é uma aproximação
importante, porque serve para consolidar novas imagens dos dois povos, da
cultura brasileira contemporânea e vice-versa".
"Penso que muda também a visão de um povo na medida que
você vê uma produção cultural diferente", acrescentou a ministra
brasileira.
PORTUGAL e Angola
Paulo Portas disse que o “Governo português fará tudo o que
está ao seu alcance para melhorar ainda mais as relações com Angola e não
deixar que nada as prejudique”.
Para Paulo Portas, o relacionamento entre os dois países atingiu
“níveis de excelência” e que o Governo Português, diz o ministro dos Negócios
Estrangeiros, “está empenhado” em preservar e desenvolver.
“Entre os exemplos deste relacionamento estão o fato de cerca
de 120 mil portugueses trabalharem hoje em dia em Angola e cerca de oito mil
empresas portuguesas exportarem para Angola, que se tornou importante no
mercado não europeu para a nossa economia”, disse ainda o ministro dos Negócios
Estrangeiros.
“Ao mesmo tempo”, acrescentou Paulo Portas, “inúmeros interesses
e investimentos angolanos fizeram o seu caminho e ganharam um espaço muito
relevante em Portugal. Como é evidente, tudo isto é tão importante para os dois
países que o Governo português fará tudo o que está ao seu alcance para
melhorar ainda mais as relações com Angola e não deixar que nada as
prejudique”.
Para o ministro, as relações entre Angola e Portugal são, e
vão continuar a ser, uma “prioridade da máxima importância da política externa
portuguesa” e sublinhou que o “Governo constituído depois das recentes
eleições” é, para Portugal, “uma garantia de amizade entre os dois estados e de
cooperação entre os dois povos”.
ANGOLA
O primeiro censo que Angola realiza desde que se tornou
independente, em 1975, e já não era sem tempo.
O Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH),é
essencial para se traçar políticas corretas dirigidas ao desenvolvimento humano
e bem-estar das populações, que até hoje têm sido feitas por estimativas e
extrapolação.
Mas, o crescimento econômico ainda não teve um impacto
significativo na pobreza e no desemprego dos jovens, que continuam a ser
questões críticas no país.
Com cerca de 46% da população com menos de 18 anos e a
estimativa de que a população do país crescerá dos cerca de 19 milhões atuais
para 24,5 milhões, em 2020, Angola vai enfrentar no futuro grandes desafios em
termos demográficos.
A esperança de vida permanece baixa, com uma média de 48,1
anos. Devido à falta de dados, é difícil a obtenção de indicadores de
desenvolvimento humano de Angola.
Um censo nacional realizado pelo Instituto Nacional de
Estatística, o primeiro desde 1970, a ser concluído até 2014, deverá contribuir
significativamente para melhorar os dados sobre o país.
Por exemplo em 2011, a despesa social será superior a 30% do
total do orçamento, distribuída da seguinte forma: 8% para a educação, 3,8% para
a saúde, 12,8% para a proteção social, 1,3% para a cultura, 4,9% para a
habitação e desenvolvimento comunitário e 0,8% para a proteção ambiental.
No entanto, a incerteza permanece sobre estas verbas. Em
especial, 9% do orçamento serão atribuídos a serviços de proteção social “não
especificados”, levando a especulações de que as análises técnicas subjacentes
a estas atribuições podem não ser precisas.
Os recursos humanos continuam a ser um constrangimento
importante para a educação e a saúde. Depois de uma guerra de 27 anos, é muito
difícil convencer professores qualificados e profissionais de saúde a exercerem
suas atividades em áreas rurais distantes da capital.
A administração e execução dos planos do governo sofrem do
mesmo problema.
A concentração de trabalhadores qualificados, já de si
escassos, nos principais centros urbanos (especialmente Luanda) continua a
prejudicar a execução dos ambiciosos planos do governo.
Apesar de recentes programas habitacionais implementados em
Angola (Fundo de Fomento Habitacional ou a Nossa Casa), criar condições de
habitação continua a ser uma prioridade no país.
Segundo dados oficiais, 78,5% da população urbana vive em
casas construídas sem materiais adequados e apenas 40% da população angolana
tem acesso a eletricidade (8,6% em áreas rurais).
Problemas de saúde ambiental continuarão a ser um encargo
significativo para Angola. Apenas 42% da população têm acesso a água potável.
As populações semiurbanas vivem perto de montes de lixo não
recolhido e de água estagnada.
O acesso à água potável e ao saneamento básico continua a ser
problemático nas zonas rurais, com água potável disponível para apenas 23% da
população rural e instalações sanitárias melhoradas para apenas 31%.
O governo instituiu o programa Água para Todos, a fim de
melhorar o acesso a água potável nas zonas rurais do país. O objetivo é que 80%
da população rural tenha acesso a água potável até final de 2012, o que parece
muito otimista e difícil de atingir.
Cerca de 70% das despesas em educação são destinadas à
educação pré-escolar e ao ensino primário. A taxa de escolarização bruta na
educação (ambos os sexos), em 2006, foi de 65,3%, segundo o Relatório do
Desenvolvimento Humano 2010 do PNUD.
O objetivo do governo é aumentar a taxa de escolarização
primária bruta para 90% até 2015. A taxa de alfabetização de adultos, população
com idades acima dos 15 anos, é de 65%, embora entre as mulheres jovens (15-24
anos) nas áreas rurais, a taxa de alfabetização seja de apenas cerca de 40%.
O investimento no setor da saúde tem sido baixo, quando
comparado com o investimento na educação e na proteção social, e a meta do
governo de ter três médicos por 10 000 habitantes, em 2012, parece ambiciosa,
tendo em conta a formação atual de pessoal médico qualificado.
Alguns indicadores mostram que os desafios continuam na saúde
e nutrição infantil.
MOÇAMBIQUE - Estudo
ferroviário
Governo moçambicano vai lançar concurso para ferrovia e porto
avaliado em 1,5 mil ME
Moçambique vai lançar um concurso internacional para a seleção
de três empresas que vão construir uma ferrovia e um porto no centro do país,
avaliados em 1,5 mil milhões de euros.
Segundo o presidente da empresa pública CFM (Caminhos de
Ferro de Moçambique), as empresas selecionadas vão construir 525 quilômetros de
linha férrea entre a província de Tete, rica em carvão, e a da Zambézia, ambas
no centro do país.
O projeto prevê igualmente a construção de um novo porto, com
capacidade para o escoamento de 20 milhões de toneladas, na província da
Zambézia. “Até ao fim deste ano devemos lançar a licitação. O projeto vai
custar cerca de 2 bilhões de dólares (1,5 milhões de euros), incluindo o
porto", afirmou Rosário Mualeia.
O presidente dos CFM adiantou ainda que a reabilitação da
linha férrea de Sena, atrasada há vários meses e a única disponível para o escoamento
de carvão, será reativada no final deste ano.
TIMOR – LESTE e os
militares portugueses
Militares da GNR em Timor-Leste destacam carinho de um povo e
sorriso das crianças, na sua saída e durante a su permanência
Hélder Garção, que integrou o último contingente da GNR em
Timor-Leste, chegou a Lisboa com o sorriso das crianças timorenses na memória e
a recordação de um povo que durante seis anos acarinhou os militares em missão
naquele país.
O primeiro grupo do último contingente da Guarda Nacional
República destacado em Timor-Leste, constituído por 67 militares, chegou a
Lisboa, após uma missão de seis meses que marca o fim da presença da GNR
naquele país durante seis anos.
"Guardo na memória sobretudo o sorriso das crianças. É
uma coisa verdadeiramente marcante em Timor-Leste", disse aos jornalistas
o tenente Hélder Garção, oficial de ligação do contingente, que destaca a forma
como o povo timorense recebeu os militares da GNR e o carinho que têm pelos
portugueses.
Da presença de seis anos da GNR em Timor-Leste, Hélder Garção
destacou a "atuação muito firme ao nível operacional" na fase inicial
e, posteriormente, o apoio humanitário, além da formação que os militares
portugueses deram à polícia timorense.
Este oficial da GNR considera que a paz tem condições para
perdurar no tempo em Timor-Leste, sublinhando que a polícia daquele país é
capaz de assumir "totalmente a segurança".
Também, o militar da GNR Filipe Vieira, que já fez três
missões em Timor-Leste, considera que aquele país tem todas as condições para
manter a segurança de uma forma autônoma.
Para Filipe Vieira, integrar o último contingente "é
especial", uma vez que Portugal e Timor-Leste têm "uma longa história
e uma forte ligação".
"A GNR vai deixar saudades. A nossa ligação foi forte e
sentimos laços muito próximos com a população",afirmou. Outro militar que
chegou a Lisboa depois de três missões em Timor-Leste, afirmou que a GNR vai
deixar saudades, mas os elementos da Guarda que passaram por aquele país têm um
"cantinho do povo timorense guardado em seu coração".
Na memória, este militar da Unidade de Intervenção da GNR
guarda "o espírito de missão e o respeito com que o povo timorense
encara" os portugueses.
O Ministro Miguel Macedo, presente á recepção, apontou como aspectos marcantes da missão de
seis anos da GNR "a forma altamente competente, muito profissional, muito
serena" e a interação com a população, que segundo o ministro,
"gostava e confiava nos homens da GNR".
Entre 2006 e 2012 passaram por Timor-Leste treze contingentes
da GNR, com um total de 1.754 militares, enquadrados numa missão das Nações
Unidas.
Das muitas missões desempenhadas em Timor-Leste, a GNR
destaca a detenção do líder dos peticionários, Major Reinado em 2006; a segurança
aos processos eleitorais; a intervenção que permitiu salvar a vida ao então
presidente da República, Ramos-Horta, quando da sua tentativa de assassinato em
11 de Fevereiro de 2008 e o apoio prestado à Polícia Nacional de Timor-Leste no
controle dos distúrbios que assolaram o território após as eleições
parlamentares de 2012.
A GNR terminou a sua atividade operacional em Timor-Leste a
31 de Outubro.
Cristina Ferreira Gândara
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