Lingua Portuguesa, Cultura Lusófona e apoio ao imigrante lusófono

Raízes & Matrizes - Um programa da rádio , patrocinado pelo Projeto Social Formiguinhas do Vale e produzido pela Rede Vale Editora, onde somente se fala, se ouve e se promove a cultura lusófona, na rádio web CULTURAonline.
Conheça!

abril 30, 2013

COMUNICADOS

Olá amigos,
Estamos com uma página no Facebook que é um dos projetos que estamos desenvolvendo desntro deste projeto que é a comunicação via rádio. CONEXÃO LUSÓFONA BRASIL. Para acessarem a página basta irem na busa do Facebook e digitarem.
O Link é este: https://www.facebook.com/groups/conexaobrasil/
Concumitantemente e em conjunto com a Rádio Internacional Lusófona (transmissão just in time) levamos ao ar todas as sextas feitas o programa de mesmo nome CONEXÃO LUSÓFONA BRASILm onde abordamos assuntos inerentes a todos os Países membros da CPLP e as principais notícias do Mundo Lusófono.
O Link é este: www.culturaonlinebr.org
Também no Jornal Gazeta Valeparaibana, a última página de suas edições é dedicada à LUSOFONIA.
Confiram o site e baixem o Jornal mensalemente.
O Link é este: www.gazetavaleparaibana.com 
Estamos procurando também educadores nos diversos países lusófona dispostos a levar ao ar um programa semanal onde abordarão os assuntos pontuais de seu País. Entrem em contato:
E-mail: contato@culturaonlinebr.org
Forta abraço Lusófono.
Filipe de Sousa

março 30, 2013


A Gazeta Valeparaibana edição de ABRIL 2013 já está disponível para download

janeiro 31, 2013

Gazeta Valeparaibana - Fevereiro 2013

Já está disponibilizada para download gratuito a Edição de Fevereiro 2013

janeiro 26, 2013


Sexta-Feira - 25 de Janeiro de 2013 - Sexta-Feira
20 horas
CONEXÃO LUSÓFONA
Mais um programa divulgador do Projeto Raízes & Matrizes da Associação Cultural, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Cone Leste Paulista “Formiguinhas do Vale”, com Edição, Pesquisa e apresentação do jornalista Filipe de Sousa.
DIRETOS DE PORTUGAL terão também teremos, as principais notícias da semana sobre o mundo lusófono da mídia Portuguesa, enviadas por nossa correspondente em Portugal Cristina Ferreira Gandara.
Sejam todos bem vindos e mais uma vez obrigado por vossa audiência.
CONEXÃO LUSÓFONA está no ar...
Um programa para:
O Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal Continental e Insular, Guiné Bissau, Timor Leste, Cabo Verde, Galiza, Macau e todos os recantos do mundo onde houver uma Associação ou um grupo que preserva a nossa cultura e nossa língua.
Nossa intenção é a democratização do conhecimento para um melhor entendimento da Lusofonia no que tange a dados históricos, cultura, educação e análise de problemas sociais nas comunidades lusófonas.
Como sempre falamos, não queremos fazer deste projeto um monólogo.
Por isso ouvintes e simpatizantes do projeto LUSOFONIA, interajam, colaborem, tragam suas dúvidas e suas sugestões, afinal este programa é seu é nosso, é do mundo lusófono.
HOJE na crônica da semana vos trago um assunto pontual e que me parece ser comum a todos os Países Lusófonos.
Caros ouvintes! Não quero que os ricos chorem, dizia o líder do PSD sueco, Olof Palme, quero é que os pobres riam.
Palme, social-democrata autêntico, foi primeiro-ministro e crente denodado da igualdade social. Sublinho autêntico para que não seja confundido com nossos social-democratas de fancaria.
Palme, assassinado por um demente, é um herói de outro tempo, quando a religião do deus mercado ainda não vingara, dois impérios dividiam a terra e as esquerdas da Europa Ocidental contribuíam de forma determinante para o progresso dos seus povos.
Não existiam oligarquias financeiras para mandar mais que os governos nacionais e anátemas eram lançados contra o chamado “capitalismo selvagem”.
Atenção! Embora pareça, esta cena não é dos dias de hoje
É do conhecimento até do mundo mineral que a crise dos dias de hoje foi deflagrada pela aplicação dos mandamentos neoliberais, que ela não poupa o Brasil e que os remédios aviados até agora pelos governos do ex-Primeiro Mundo mostram-se incapazes de combater a origem do mal.
Quando não cuidam, abertamente, de proteger quem provocou o desastre, e mesmo de fortalecer-lhe o poder.
Vivemos o tempo dos super-ricos e dos superpobres.
A diferença entre uns e outros tornou-se voragem infinda, abismo sem fundo.
O Brasil também conta com seus super-ricos, arrolados nas listas anualmente propostas ao espanto global.
Esta privilegiadíssima tigrada dispõe de fortunas calculáveis em bilhões e não é fácil entender como se deu esta frenética, desenfreada multiplicação de dinheiro, enquanto bilhões de seres humanos morrem de fome.
Sem pretender parafrasear Olof Palme, eu diria que os super-ricos me incomodam muito menos do que os aspirantes a super-ricos.
Medram no Brasil, em diversos patamares da escada social, burgueses e burguesotes de diversos calibres.
Classes A e B1, digamos, sem excluir de pronto os anseios recônditos de inúmeros remediados.
Pergunto: que ricões, ricos, riquinhos e sonhadores de riqueza são estes?
Algo é certo: não se trata dos burgueses que fizeram a Revolução Industrial e a Revolução Francesa.
Do meu modesto ponto de vista, anoto que classe média tem um significado no Brasil e outro em diversos cantos do globo.
Claro, existem parâmetros econômicos para medições precisas, embora pareça dilatada demais a separação entre limites mínimo e máximo fixados no Brasil para figurar na categoria.
Coube à burguesia acabar com as monarquias por direito divino e selar de certa forma, e de vez, o fim da antiguidade medieval.
A classe média europeia é uma larga maioria que incorporou e alargou os horizontes burgueses, em termos de cultura no sentido mais amplo. Muito embora no sentido de qualidade de vida, tenha regredido bastante em alguns Países. Não vou generalizar também.
Mas, nada disso se aplica ao Brasil, onde a casa-grande e a senzala, ou se quiserem, os sobrados e os mocambos, continuam de pé, ao sabor de uma aparente contemporaneidade que não lhes abranda os efeitos.
A ostentação do luxo é típica de uma herança resistente na ausência de saber e verdadeiro refinamento, dramaticamente compensados por atitudes toscas e mesmo vulgares.
Há exceções, mas não passam disto.
Não é por acaso que o Brasil conta com um exército de mais de 7 milhões de empregados domésticos.
Um recorde mundial estabelecido quando há décadas este gênero de serviçal é cada vez mais raro nos países democraticamente evoluídos.
E nem se fale de manobristas, passeadores de cachorros, babás. E assim por diante.
E que dizer da segurança privada, dos soturnos senhores de terno escuro e gravata, escalados para a proteção de patrões em trajes esporte fino, eventualmente de bermudas em regiões mais calorentas?
Há, mundo afora, senhores graúdos que não dispensam guarda-costas, capangas, jagunços.
Não é simples distinguir, porém, quem manda de quem obedece, e este não se perfila à porta de prédios e mansões, de lojas de comércio retumbante ou de restaurantes hoje habilitados a figurar entre os mais caros do planeta.
Sim, o país do futuro é estranhamente obsoleto e continua a pagar caro por três séculos e meio de escravidão.
Boa noite aos que chegaram agora, CONEXÃO LUSÒFONA volta já.
HOJE para nos fazer companhia nos intervalos musicais vos trago no primeiro bloco musica africana e depois Cesária Évora a Diva Caboverdiana.
BLOCO DE NOTÍCIAS
Como sempre vos trazemos as principais notícias divulgadas pelas mídias Lusitanas, durante a semana, notícias essas que nos são enviadas pela nossa correspondente em Portugal, Cristina Ferreira Gandara.
- LUSOFONIA - a língua portuguesa é apenas um ponto de partida
Joaquim Chissano e José Ramos-Horta sentem falta de uma TV internacional em português. O brasileiro Celso Lafer quer uma CPLP "dos cidadãos".
Fará sentido pensar em "lusofonia"?
Foi com este desafio que se iniciou a conferência do Expresso.
O painel - composto pelos ex-presidentes de Moçambique e Timor-Leste, Joaquim Chissano, Ramos-Horta e Celso Lafer, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil - pediu projectos concretos para a lusofonia. Entre eles, uma espécie de cadeia Al-Jazeera, mas em português.
Para os oradores a língua é "um ponto de partida".
Ramos-Horta acha que "é preciso popularizar a Comunidade de Países de Língua Portuguesa".
"Seria bom os media tornarem a realidade da CPLP interessante para os jovens", sugeriu. Critica, como Chissano, os canais internacionais da RTP.
"A língua podia ser mais popular se houvesse uma televisão portuguesa mais criativa. Na RTP Internacional que chega a Timor só a minha mãe, que tem quase 90 anos, é que está interessada. Vemos constantemente um tal senhor Baião".
Uma criança timorense chegou a achar que o apresentador da RTP era o Presidente português, contou Ramos-Horta. "A TV Globo, lá em casa, ganha à RTP África por ter programas educativos", acrescentou Chissano.
O ex-Presidente moçambicano vê na lusofonia um espaço de "comunhão de culturas", mas considera que isso é mais verdade no Brasil e nos PALOP do que em Portugal.
Confrontado pelo moderador, Nicolau Santos, com a popularidade de artistas como o pintor Malang atana em Portugal, afirmou que, ainda assim, a cultura dos outros países lusófonos é vista como "exótica" por cá.
Chissano apela a uma "reflexão profunda" sobre os interesses comuns dos que falam português. Acha "redutor" ver a lusofonia apenas como conjunto de países em que se fala português.
"Em certos distritos de Moçambique tenho de usar intérprete", explicou. Promover o português, uma língua "de modernidade", "facilita intercâmbios" sem sufocar os idiomas minoritários, diz.
Para Lafer, a língua é "um ingrediente da projeção internacional do Brasil".
Defende que Brasil e Portugal são "centros irradiadores" da lusofonia, mas Chissano avisa que isso pode mudar: "África é a zona onde a população mais cresce".
Lafer pensa que a CPLP pode ajudar os PALOP a encontrar "meios e modos para enfrentar desafios". Dentro de cada país, a língua reforça a identidade, acrescentou Lafer. No plano externo, facilita os processos diplomáticos.
A lusofonia só fará sentido se for "apropriada pelos cidadãos", diz Lafer.
"Não queremos uma CPLP dos Estados ou seja dos Países", sentenciou.
Ramos-Horta partilha a preocupação, reprovando a multiplicação de reuniões ministeriais na CPLP. "Parece copiar as organizações regionais, coisa que não é. Não vejo utilidade em reunir os ministros do Turismo da CPLP."
O peso do português tem crescido em Timor: 23% dos timorenses falam a língua, banida durante os 25 anos de ocupação indonésia.
O Conselho de Ministros e o Parlamento usam o português e, graças à tecnologia, "é possível ler jornais portugueses em qualquer aldeia de Timor", disse Ramos-Horta. Grato pelo "esforço enorme" de Portugal e Brasil, elogiou os "muitos professores" que foram enviados  para Timor, para ensinar discentes e docentes timorenses.
Mudando de assunto...
A filha mais velha do Presidente de Angola, Isabel dos Santos, tornou-se na primeira bilionária africana, de acordo com a revista norte-americana Forbes.
 As acções de empresas cotadas em Portugal, caso do BPI e da Zon, juntamente com activos em Angola, “elevaram o valor líquido [da fortuna de Isabel dos Santos] acima da fasquia de mil milhões de dólares, fazendo da empresária de 40 anos a primeira mulher bilionária africana”, segundo a pesquisa da Forbes.
Formada em Engenharia no King's College de Londres, Isabel dos Santos abriu o seu primeiro negócio em 1997 – um restaurante chamado Miami Beach, em Luanda.
A Forbes avalia a participação de 28,8% na Zon em 385 milhões de dólares, os 19,5% do BPI em 465 milhões de dólares e a participação no BIC, de Angola, em 160 milhões de dólares.
Fontes consultadas pela Forbes referem que tem ainda 25% da operadora de telemóveis Unitel, participação que isoladamente vale, “no mínimo, mil milhões de dólares”, de acordo com analistas de telecomunicações.
Peter Lewis, professor da universidade norte-americana de Johns Hopkins, afirmou à revista que o círculo presidencial e do MPLA “têm muitos interesses empresariais” e que a origem destes é “muito opaca”, havendo “completa falta de transparência” no país.
Uma porta-voz da empresária escusou-se a prestar esclarecimentos sobre as alegadas participações detidas, mas considerou as afirmações de Lewis “especulativas, irrazoáveis e sem valor acadêmico”.
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Alerta Em Angola
A extrema pobreza leva ao tráfico de menores

As autoridades locais da Chibia, município da província da Huíla, sul de Angola, estão preocupadas com o avolumar de casos que indiciam tráfico de menores, na sequência da interseção pela polícia de um caminhão com dezenas de menores, na quarta-feira.
E isto é uma prática que não era comum entre nós angolanos, tudo isso advém das fragilidades sociais como perda de valores,sociedade aquisitiva em que vale tudo desde que nos dê alguma vantagem econômica, tudo isso leva que a criminalidade em todas as suas vertentes ganhe contornos imagináveis e desumanas.
“Se o governo, empresas e instituições nacionais continuarem a sacrificar os direitos humanos em prol do desenvolvimento, a marginalização, descriminalização e a injustiça não cessarão”
A preocupação foi expressa pelo administrador-adjunto do município, Nelson Benício dos Santos, que, citado pela agência Angop, recordou que no passado se registraram casos semelhantes.
O caminhão, proveniente da Chibia com 54 menores, de idades entre os oito e os 10 anos, foi interceptado na quarta-feira pela polícia na estrada entre o Namibe e Lucira, e as crianças disseram ter pago cada uma 1.500 kwanzas (cerca de 12 euros) para a viagem, que deveria terminar nas fazendas de tomate na comuna da Lucira.
Essas crianças, acrescentaram na ocasião desconhecer onde iriam trabalhar e que sabiam somente que cada uma receberia quatro mil kwanzas (cerca de 31 euros).
Segundo Nelson Benício, empresários proprietários de fazendas na região aproveitam-se da pobreza para contratarem menores.
“A administração municipal da Chibia está trabalhando arduamente com as autoridades tradicionais para fazer a intermediação, no âmbito das orientações que são emanadas ao nível do governo da província da Huíla, que é terminar com a exploração de menores” falou Nelson Benício.
O caso dos 54 menores foi entregue às autoridades policiais do Namibe, para ser investigado, e as crianças entregues ao cuidado do Instituto Nacional da Criança (INAC), no Namibe.
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O 7 º Encontro de Negócios na Língua Portuguesa (desenvolvimento)
De periodicidade bianual, já está em preparação este evento ocorrerá nos dias 22 e 23 de Abril em Belo Horizonte, onde nasceu, há duas décadas, o movimento de revitalização das câmaras portuguesas de comércio no Brasil
Nos dias 22 e 23 de Abril de 2013 vai realizar-se em Belo Horizonte, Minas Gerais, o 7º Encontro de Negócios na Língua Portuguesa, que já se encontra em ativa preparação.
Este Encontro é uma realização da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, com periodicidade bianual, e está em sua sétima edição.
Em 2013, é realizado em conjunto com a Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais e se espera um público de 1200 pessoas, com delegações de vários países.
De acordo com as entidades organizadoras, o Encontro de Negócios na Língua Portuguesa surgiu “como uma plataforma para a troca de conhecimentos, experiências e desenvolvimento de negócios entre o Brasil e Portugal, passando posteriormente a incorporar representações dos estados integrantes da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP)”.
O evento iniciou-se como uma plataforma para a troca de conhecimentos, experiências e desenvolvimento de negócios entre o Brasil e Portugal, tendo com o passar dos anos ampliando-se este conceito, passando a incorporar os demais países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP).
Desta forma, neste 7º Encontro a proposta é convidar empresários e representantes de entidade públicas e privadas dos países da CPLP a discutir os desafios econômicos e empresarias diante do cenário Mundial atual.
Trabalhando neste sentido, Raul Araújo Pena, Presidente da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, e Fernando Meira Dias, Presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais, têm-se reunido com representantes dos vários países da CPLP, bem como empresas ligadas a estes, de modo a poder apresentar o projeto e trabalhar na divulgação do mesmo.
A programação do evento promete levar a Belo Horizonte referências nacionais e internacionais para os painéis que se debruçam sobre acordos regionais de comércio e investimento, sobre as oportunidades e desafios da nova ordem política e econômica, a renascença africana, assim como a cooperação sul-sul e as parcerias para o desenvolvimento sustentável.
Estes temas serão aprofundados nos fóruns setoriais, cujos temas passam por diversas áreas:
- Recursos Naturais e Energias Renováveis;
- Mercado Imobiliário;
- Infra-estrutura – construção e logística;
- Empreendedorismo Social – educação, cooperação técnica e desenvolvimento tecnológico;
- Turismo: Hotelaria, alimentação e lazer; Agronegócios; Tecnologia da Informação e Comunicação.
Para os dois dias do evento estão previstas, além de rodadas de negócios e de uma feira de exposições, a realização de painéis de apresentação e debate sobre acordos regionais de comércio e investimento, oportunidades e desafios da nova ordem política e econômica, a renascença africana, assim como a cooperação sul-sul e as parcerias para o desenvolvimento sustentável.
- GUINÉ – BISSAU
Dia 23 de Janeiro, com início agendado para as 17h30, no Auditório CIUL, do Hotel Picoas Plaza, será realizada uma coinferência sob o tema: "A Guiné-Bissau: antes, durante e depois".
A conferência contará com a participação da Dr.ª Carmelita Pires, do Sr. Professor Jaime Nogueira Pinto, da Dr.ª Graça Pombeiro, do Eng.º Miguel Anacoreta Correia e do Professor Doutor Nuno Severiano Teixeira.
A conferência contará com a participação da Dr.ª Carmelita Pires, do Sr. Professor Jaime Nogueira Pinto, da Dr.ª Graça Pombeiro, do Eng.º Miguel Anacoreta Correia e do Professor Doutor Nuno Severiano Teixeira.
A sessão será presidida e moderada pelo Professor Doutor Aladje Baldé.
- GUINÉ-BISSAU Candidatura Á PRESIDÊNCIA DA RÈPUBLICA
Gomes Júnior assume-se como 'candidato natural' à presidência da Guiné-Bissau
O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau assumiu-se hoje como "candidato natural" à presidência do país e responsabilizou a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) pelo eventual adiamento das eleições, previstas para Abril.
"Há um compromisso assumido pela CEDEAO quanto ao período de transição. (...) Se não pode ser cumprido o período de transição como estava estabelecido, a única responsabilidade cabe à CEDEAO", disse Carlos Gomes Júnior, contatado pela Lusa para comentar declarações recentes que apontam para o provável adiamento das eleições no país.
O acordo de transição na Guiné-Bissau, assinado em Maio após o golpe de Estado de 12 de Abril, previa a realização de eleições no prazo máximo de um ano, mas nos últimos tempos avolumam-se as vozes dos que não acreditam em tal possibilidade.
"A nossa reação, como tem sido até aqui, é de prudência, é de calma", disse o primeiro-ministro deposto, que na altura do golpe de Estado se preparava para a segunda volta das eleições presidenciais, depois de ganhar a primeira com 49% dos votos.
Carlos Gomes Júnior recordou que falta ainda definir, no quadro das exigências do Conselho de Segurança da ONU, o restabelecimento da ordem constitucional.
"Já havia terminado a primeira volta das presidenciais e aguardava-se a continuação desse ato eleitoral. Ninguém se pronuncia sobre isso" afirmou Carlos Gomes.
Carlos Gomes Júnior, que está exilado em Lisboa desde o golpe de Estado, justificou ainda o adiamento do congresso do partido a que preside, o PAIGC, de Janeiro para Maio: "Em primeiro lugar têm de ser criadas as condições para o regresso do presidente do partido - porque o presidente do partido é que dirige o congresso – além de todos os dirigentes que estão no exterior".
Questionado se isso significa que o congresso poderá ser novamente adiado, o dirigente afirmou que na altura "o comitê central analisará" se há condições para a sua realização.
Seja como for, Carlos Gomes Júnior assume-se desde já como "candidato natural" à presidência do país:
"Naturalmente sou candidato afirma Carlos Gomes Júnior. Ganhei a primeira eleição com 49% dos votos e isso representa a esperança que o povo da Guiné-Bissau e os militantes do PAIGC depositam na minha pessoa".
- MOÇAMBIQUE
Moçambique repatriou 22 portugueses
Vinte e dois portugueses encontram-se num grupo de 61 estrangeiros repatriados, na semana passada, pelas autoridades moçambicanas, por problemas relacionados com os seus vistos.
O porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique na Cidade de Maputo, Orlando Mudumane, disse que os cidadãos portugueses foram retidos no Aeroporto Internacional de Maputo, após o desembarque e depois recambiados.
"Estes estrangeiros vieram a Moçambique através das companhias aéreas Kenya Airways e TAP e foram retidos no Aeroporto Internacional de Mavalane", afirmou Jafete Mabote
- TIMOR-LESTE E A JUSTIÇA
A ex-ministra da Justiça de Timor-Leste foi presa terça-feira para cumprir a pena de cinco anos de prisão a que foi condenada por participação econômica em negócio, disse hoje à agência Lusa o seu advogado, Sérgio Hornay.
A 08 de Junho, antiga ministra da Justiça timorense, do V Governo, chefiado por Xanana Gusmão, foi condenada a cinco anos de prisão pelo Tribunal Distrital de Díli pela prática de um crime de participação econômica em negócio.
O crime é relativo à aquisição de fardas para equipar guardas prisionais da Direção Nacional dos Serviços Prisionais e de Reinserção Social. O conhecido no Brasil sobre superfaturamento e desvio de verbas.
Na sentença proferida pelo tribunal, a ministra foi também condenada ao pagamento de 4.350 dólares (3.256 euros ao câmbio atual).
No entanto, a ministra foi absolvida de dois crimes de abuso de poder e de um crime de administração danosa.
Estas foram as notícias enviadas por Cristina Ferreira Gândara
Correspondente em Portugal
Da Cultura online Brasil.
Sempre vos falo de Brasil, de Angola, de Moçambique, da Guiné, de Timor mas, hoje vos trago um pouco de Portugal. Da Origem do nome e uma resumida história de Portugal.
Portugal, oficialmente República Portuguesa, é um país soberano unitário localizado no Sudoeste da Europa, cujo território se situa na zona ocidental da Península Ibérica e em arquipélagos no Atlântico Norte.
O território português tem uma área total de 92 090 km², sendo delimitado a norte e leste por Espanha e a sul e oeste pelo oceano Atlântico, compreendendo uma parte continental e duas regiões autônomas: os arquipélagos dos Açores e da Madeira. Portugal é a nação mais a ocidente do continente europeu.
O nome do país provém da sua segunda maior cidade, Porto, cujo nome latino era Portus Cale.
O território dentro das fronteiras atuais da República Portuguesa tem sido continuamente povoado desde os tempos pré-históricos: ocupado por celtas, como os galaicos e os lusitanos, foi integrado na República Romana e mais tarde colonizado por povos germânicos, como os suevos e os visigodos, e no século VIII as terras foram conquistadas pelos mouros.
Durante a Reconquista cristã foi formado o Condado Portucalense, primeiro como parte do Reino da Galiza e depois integrado no Reino de Leão.
Com o estabelecimento do Reino de Portugal em 1139, cuja independência foi reconhecida em 1143, e a estabilização das fronteiras em 1249, Portugal tornou-se o mais antigo Estado-nação da Europa.
Nos séculos XV e XVII, como resultado de pioneirismo na Era dos Descobrimentos, Portugal expandiu a influência ocidental e estabeleceu um império que incluía possessões na África, Ásia, Oceania e América do Sul, tornando-se a potência econômica, política e militar mais importante de todo o mundo.
O Império Português foi o primeiro império global da história e também o mais duradouro dos impérios coloniais europeus, abrangendo quase 600 anos de existência, desde a conquista de Ceuta em 1415, até à transferência de soberania de Macau para a China em 1999.
No entanto, a importância internacional do país foi bastante reduzida durante o século XIX, especialmente após a independência do Brasil, a sua maior colônia.
Após a Revolução de 1910, a monarquia foi deposta e iniciada a Primeira República Portuguesa, cuja instabilidade culminou na instauração de um regime autoritário, o Estado Novo, presidido por Salazar.
A democracia representativa foi instaurada após a Revolução dos Cravos, em 1974, que terminou a Guerra Colonial Portuguesa, quando as últimas províncias ultramarinas de Portugal se tornaram independentes, sendo as mais proeminentes Angola e Moçambique.
Portugal é atualmente um país desenvolvido, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado como muito elevado.
O país é classificado na 19.ª posição em qualidade de vida, tem um dos melhores sistemas de saúde e educação do planeta e é também uma das nações mais globalizadas e pacíficas do mundo.
É membro-fundador da Organização das Nações Unidas (ONU), da União Europeia (incluindo a Zona Euro e o Espaço Schengen), da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Portugal também participa em diversas missões de manutenção de paz das Nações Unidas.
O nome Portugal apareceu entre os anos 930 a 950 da Era Cristã, sendo no final do século X que começou a ser usado com mais frequência.
O Rei Fernando I de Leão e Castela, chamado o Magno, denominou oficialmente o território de Portugal, quando em 1067 o deu ao seu filho D. Garcia, que se intitulou rei do mesmo nome.
No século V, durante o reinado dos Suevos, Idácio de Chaves já escrevia sobre um local chamado Portucale, para onde fugiu.
Eis o escrito: fugitivo ao lugar ao qual chamam Portucale, foi levado como prisioneiro ao rei Teodorico. Foi posto sob custódia, enquanto o resto dos suevos sobreviventes à anterior batalha se renderam — apesar de alguns terem morrido —; desta maneira o reino dos Suevos foi destruído e acabado.
Cale, a atual Vila Nova de Gaia, já era conhecida por Portucale no tempo dos godos.
Num diploma de 841, surge por incidente, a primeira menção da província portugalense.
Afonso II das Astúrias, ampliando a jurisdição espiritual do Bispo de Lugo, diz: (Latim)
Totius galleciae, seu Portugalensi Provintiae summun suscipiat Praesulatum. Traduzindo: Que ele tome o governo supremo de toda a província da Galiza e de Portugal.
Mas há quem afirme que Portugal deriva de Portogatelo, nome dado por um chefe oriundo da Grécia chamado Catelo, ao desembarcar e se estabelecer junto do atual Porto.
A primeira vez que o nome de Portugal aparece como elemento de raiz heráldica, é numa carta de doação da Igreja de São Bartolomeu de Campelo por D. Afonso Henriques em 1129.
Notícias de ultima hora
Para terminar chega-nos de Portugal a notícia que Todas as estradas do maciço central da Serra da Estrela, que estavam fechadas devido à neve, abriram ao trânsito às 09:05 de hoje, disse à agência Lusa fonte do Centro de Limpeza de Neve, nos Piornos.
As ligações entre Piornos, Torre e Lagoa Comprida, entre Loriga e Lagoa Comprida e daqui até ao Sabugueiro foram reabertas, ou seja, todas as estradas estão transitáveis na Serra da Estrela.
A cadeia montanhosa está coberta de neve e chove desde a 01:00 da última madrugada, referiu a mesma fonte.
As temperaturas rondam -1 graus Celsius na Torre e 2 graus nos Piornos, acrescentou.
A Turistrela reabriu também esta manhã a estância de desportos de inverno na zona da Torre, adiantou fonte da empresa à Lusa.
O Instituto Português do Mar e Atmosfera volta a prever queda de neve a partir de domingo nos pontos mais altos da serra da Estrela, descendo gradualmente a cota para os 800 metros a partir da tarde.
250 mil portugueses dependem de ansiolíticos ou seja 3% da População Portuguesa.
Cerca de 250 mil portugueses serão dependentes de ansiolíticos ou de medicamentos para dormir e quatro em cada 10 já tomaram algum destes remédios pelo menos uma vez na vida. Esta é a principal conclusão de um inquérito hoje divulgado pela Defesa do Consumidor.
A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco) realizou um inquérito a mais de 12.500 pessoas. Os resultados, publicados na edição de fevereiro/março da revista Teste Saúde, indicam que haverá cerca de 250 mil portugueses com sinais de dependência.
Cerca de um quarto dos utilizadores destes remédios revelou sinais de "uso problemático", com a sensação que o efeito dos comprimidos está a diminuir ou que está a causar maiores danos que benefícios.
Segundo a revista, um quinto dos inquiridos que toma estes fármacos admitiu grande preocupação e nervosismo quando não tem os comprimidos à mão ou não os toma nas horas habituais.
O inquérito da Deco permitiu ainda concluir que os ansiolíticos e indutores de sono fizeram parte da vida de um quarto dos portugueses. O consumo é mais frequente entre as mulheres, pessoas com mais de 65 anos, com dificuldades econômicos, grupos com baixo nível de educação e desempregados.
Quanto à fonte de prescrição dos medicamentos, em metade dos casos é o médico de família o responsável pela receita, seguindo-se um psiquiatra. Mas há 6% dos inquiridos que admitem tomá-los por conta própria.
Desempregados tratados como "bandidos" nos centros
O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza denunciou hoje que há centros de emprego que tratam os desempregados como "bandidos" e esquecem-se que, para terem direito a subsídio de desemprego, essas pessoas já descontaram para a Segurança Social.
Sérgio Aires falava no decorrer do debate promovido pela rádio Antena 1 sobre Estado Social. Que futuro? Em Lisboa, no qual criticou o fato de alguns centros de emprego tratarem os desempregados como "bandidos".
No final do debate, o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal admitiu à agência Lusa que alguns centros de emprego, em algumas zonas do país, estão a passar por situações "que os próprios funcionários nunca imaginaram", "desde o número de pessoas que acorre aos centros de emprego até ao volume de trabalho que também aumentou".
Sérgio Aires frisou que se trata de um "trabalho meramente burocrático" porque as "pessoas vão aos centros de emprego marcar presença" em vez de irem procurar ofertas de emprego ou mostrar que andam à procura de emprego.
"É provável que o cansaço de alguns funcionários de alguns centros de emprego ajude a que esta interpretação seja feita, principalmente em cidades onde o desemprego é mais acutilante, como Setúbal ou o Porto, mas a verdade é que os ecos que nos chegam é que as pessoas são tratadas como se não tivessem direito a receber aquele valor e estão a tirar dinheiro a alguém", criticou.
Sublinhou que esta é uma situação "emocionalmente muito pesada" para alguém que não contava estar desempregada, que tem outras pessoas a cargo e que muitas vezes para terem algum rendimento extra têm de fazer coisas "inimagináveis" como ir buscar um familiar a um lar para poder ter acesso ao valor da pensão e complementar assim o rendimento mensal do agregado familiar.
Fórmula 1 pode voltar a Portugal já este ano
O patrão da Fórmula 1 admitiu em entrevista que o Autódromo do Algarve é candidato a receber uma corrida a 21 de julho.
Ecclestone revelou ao jornal austríaco Salzburger Nachrichten que, "para a data que ainda está livre, existe o interesse da França e, agora, também de Portugal, com o novo circuito do Algarve", cuja sociedade gestora está em Processo Especial de Revitalização (PER).
No entanto, na resposta à pergunta seguinte da entrevista publicada na edição online do diário austríaco, o dirigente britânico, de 82 anos, observou que "já existem demasiadas corridas na Europa para que ainda se realize mais um Grande Premio".
Ecclestone tinha dito a 09 de janeiro que o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2013 deverá ser composto por 19 provas em vez das 20 inicialmente previstas, em entrevista ao diário austríaco Krone Zeitung.
"A data de 21 de julho vai ficar livre", dissera então Ecclestone, em referência à data prevista para a realização do Grande Premio da Europa, que a Áustria pretendia organizar no circuito de Spielberg.
Caso aquelas declarações de Ecclestone se confirmem e a França e Portugal fiquem fora da rota da F1, o Mundial de 2013 deverá contar apenas com a realização de uma prova no período compreendido entre 07 de julho e 25 de agosto, o Grande Premio da Hungria, a 28 de julho.
CONEXÃO LUSÓFONA ESTÁ CHEGANDO AO SEU FINAL POR HOJE
Vos trouxemos as principais notícias lusófonas da semana, comentadas, e um pouco da história do nome e da origem de Portugal.
Obrigado a todos pela audiência e até á próxima semana, neste mesmo dia e horário, com mais um programa Conexão Lusófona.

dezembro 31, 2012

Gazeta Valeparaibana - janeiro 2013


A equipe do jornal mensal Gazeta Valeparaibana, deseja a todos os leitores, amigos e colaboradores, um Feliz 2013 e aproveita para informar que já está disponível o jornal de Janeiro no link: http://www.gazetavaleparaibana.com/062.pdf

dezembro 01, 2012

Gazeta Valeparaibana - Dezembro 2012


- Editorial e crônica
- Nossa saúde
- O Lúdico e a educação
- Cidadania
- Contos e Lendas
- Sustentabilidade Social
- Sergipe (SE)
- Educação Pública
- Nossos alunos e nossas Escolas
- Petróleo Brasil
- Política e Sociedade
- Informática
- Direitos e Propriedade intelectual
- Nossa Lusofonia

Tudo isso você encontra aqui: www.gazetavaleparaibana.com/061.pdf

novembro 23, 2012


CONEXÃO LUSÓFONA – Sexta-Feira - 23 de Novembro de 2012

Um programa divulgador do Projeto Raízes & Matrizes da Associação Cultural, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Cone Leste Paulista, com Edição, Pesquisa e apresentação de Filipe de Sousa.
Sejam bem vindos e mais uma vez obrigado por vossa audiência.
CONEXÃO LUSÓFONA

Um programa para:
Angola, Moçambique, São Tomé, Portugal Continental e Insular, Guiné Bissau, Timor Leste, Cabo Verde, Macau e todos os recantos do mundo onde houver uma Associação ou um grupo que preserva a nossa cultura.

Iniciamos este projeto para divulgar a lusofonia, notícias e comentários de todos os Países onde a cultura portuguesa esteja presente.
Neste trabalho pretendemos trazer as narrativas em seus detalhes já que a história nos é por vezes contada de forma incompleta escondendo interesses e fatos importantes para um conhecimento real da evolução de Países e sociedades.
Nossa intenção é a democratização do conhecimento para um melhor entendimento da Lusofonia no que tange a dados históricos, cultura, educação e problemas sociais comuns a todas as comunidades lusófonas.

Não queremos fazer deste projeto um monólogo.

Por isso ouvintes e simpatizantes do projeto LUSOFONIA, interajam, colaborem, tragam suas dúvidas e suas sugestões, afinal este programa é seu é nosso, é do mundo lusófono.

QUE TAL SEGUIRMOS O EXEMPLO: Portugal e não só, precisa disso:

O novo Presidente da França, François Hollande, Maçom, com apenas 56 dias no cargo, surpreendeu o mundo com a execução de uma política Humanitária e voltada para a felicidade do cidadão francês comum.
- Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados e que os rendimentos apurados se destinem ao Fundo da Previdência, devendo ser distribuído pelas regiões com maior número de centros urbanos como os subúrbios mais ruinosos. Em contrapartida Portugal resolveu baixas as aposentadorias.
- Depois o Presidente Francês, tornou a enviar um documento de doze linhas para todos os órgãos estaduais que dependem do governo central em que comunicou a abolição do "carro da empresa" provocativa e desafiadora, quase insultando os altos funcionários, com frases como "se um executivo que ganha 650.000 Euros/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro com o seu rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto.
A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras, afirmou o Presidente Francês.
Fora os Peugeot e os Citroen. 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos para criar 175 institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas "para aumentar a competitividade e produtividade da nação."
- Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido como "socialmente imoral") e emitiu um decreto presidencial que cria uma taxa de emergência de aumento de 75% em impostos para todas as famílias, que ganham mais de 5 milhões de euros/ano.
Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afetar um euro do orçamento, contratou 59.870 diplomados desempregados, como professores na educação pública.
- Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento em infraestrutura nacional.
- Estabeleceu um "bônus-cultura" presidencial, um mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelece como uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo menos, dois licenciados desempregados a partir da lista de desempregados, a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos e contribuir para uma contribuição mínima para o emprego e o relançamento de novas posições sociais.
- Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatais" que financiam ações de atividades culturais com base na apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.
- Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem impostos): Quem proporcione empréstimos bonificados às empresas francesas que produzem bens, recebe benefícios fiscais e quem oferece instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou largar.
- Reduzido em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganham mais de 800.000 Euros por ano.
Com essa quantidade (cerca de 4 milhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até que a criança entre na escola primária e de três anos se a criança é mais velha.
Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.
Aqui se prova mais uma vez que:
Para fazer "a revolução", não precisamos pegar em armas ou acabar com a vida de ninguém. A nossa "arma", são as redes sociais, acredite no poder que nós temos. Basta cada um fazer a sua parte e ampliar.
Tá na sua mão. Na nossa mão.
Sejamos bastante coerentes!
Mundo Lusófono
Mundo Lusófono é aquele onde a cultura lusófona se faz presente e onde a língua portuguesa é fala.
LUSOFONIA é o conjunto de identidades culturais existentes em países falantes da língua portuguesa, em comunidades de todo o mundo, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau , Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A língua portuguesa é a sexta língua mais falada no mundo como língua materna, com cerca de 240 milhões de falantes.
Os brasileiros representam cerca de 65% dos lusófonos.
Se fala muito em crise na União Europeia mas,
* Para onde caminha a Europa em crise?
Foi na Europa que se desenvolveram duas terríveis guerras mundiais e esse Continente já foi palco do surgimento do fascismo e nazismo, que ainda se mantém incólume em algumas regiões e, onde recentemente através de seu braço armado, a OTAN, a Europa realizou várias intervenções militares a serviço de interesses coloniais e imperialistas.
Tudo indica que separatismos de regiões ricas de alguns países da Europa não indicam bons presságios.
Que campeonato de futebol o Barcelona disputará se a sua região, a Catalunha, deixar a Espanha?
O campeonato catalão?
Quem pagaria para ver isso?
Mesmo banal, esse é um exemplo dos riscos envolvidos no crescente movimento separatista em alguns países da Europa.
O separatismo não surgiu da atual crise, mas se alimenta dela e pode, por sua vez, agravá-la, ao gerar incertezas e ampliar a percepção de risco na região.
Os principais movimentos separatistas no ocidente europeu estão na Espanha (na Catalunha e no País Basco), no Reino Unido (Escócia), na Bélgica (que pode se dividir) e, em menor escala, na Itália (no norte do país).
Em todos esses casos, mesmo com razões históricas profundas, o separatismo foi impulsionado recentemente pela questão fiscal.
Regiões mais ricas querem mais controle sobre a sua economia, querem reter uma parte maior da riqueza que produzem e, assim, reduzir o repasse de dinheiro às regiões mais pobres.
Não deixa de ser curioso que, numa hora em que e Espanha pode pedir ajuda a contribuintes de outros países europeus, os contribuintes mais ricos da Espanha (os catalães) queiram reduzir a ajuda financeira às regiões mais pobres do país.
Na Catalunha, após impasse na discussão sobre repartição de dinheiro com Madri, o governo local antecipou para novembro as eleições para o Parlamento regional. Partidos nacionalistas devem ampliar sua maioria.
O governador, o nacionalista Artur Mas, já prometeu um plebiscito pela autodeterminação, ainda sem data.
Ele adota linguagem ambígua e evita usar o termo independência, o que é proibido pela Constituição espanhola.
A sua proposta de pergunta no plebiscito é: "Você quer que a Catalunha seja um novo Estado da União Europeia?". Segundo pesquisa publicada em setembro pelo jornal catalão "El Periódico", 46,4% votariam a favor, 22% contra e havia 25,7% de indecisos.
O País Basco acabou de eleger o novo Parlamento local.
Dois partidos nacionalistas foram os mais votados e devem formar um governo de coalizão. Um deles, o EH Bildu, apoia abertamente a independência de Euskadi, o nome da região em basco. Um plebiscito na Catalunha abriria caminho para um referendo similar no País Basco.
A Escócia negociou na semana passada, com o governo britânico, a realização, em 2014, de um plebiscito sobre a independência. Pesquisa indica que a maioria da população escocesa hoje é contra, mas a campanha ainda nem começou.
Na Bélgica já existe autonomia entre as regiões que formam o país: Flandres (mais rica, com população de fala holandesa) e Valônia (de fala francesa).
Nas eleições municipais, os separatistas de Flandres saíram vitoriosos, conquistando pela primeira vez a prefeitura da rica Antuérpia.
O líder do partido já pediu ao governo nacional um plano de reforma confederalista. Mas eles obtiveram 30% dos votos e parece não haver apoio popular para a dissolução do país.
Ao contrário dos demais, na Itália os separatistas querem criar uma entidade que nunca existiu, a Padânia, que reuniria regiões do norte. O apelo nacionalista é, assim, bem menor.
Além disso, o movimento sofreu este ano dois duros golpes: o principal partido separatista, a Liga Norte, foi abalado por um escândalo de corrupção que derrubou seu líder (a corrupção era um pecado mortal atribuído ao governo central, em Roma).
Além disso, o governo regional da Lombardia, bastião da Liga Norte, caiu por um escândalo de infiltração da máfia (outro vício que, para os nortistas, era exclusivo do sul). Mas a profunda crise política e econômica que o país atravessa favorece projetos populistas.
Caso o separatismo avance na Espanha, é muito provável que volta à agenda na Itália também.
"É difícil dizer quão grande é o impacto fiscal nessa questão. O apoio à independência cresceu muito na Catalunha nos últimos dois anos, após os cortes de gastos. Os catalães sentem que estão pagando demais ao Estado espanhol", disse Sebastian Balfour, professor emérito de Instituto Europeu, da London School of Economics.
"A crise tem papel importante, mas há outros fatores profundos. Há um processo em andamento de busca de identidade, num mundo globalizado, de raízes que não são necessariamente nacionais, podem ser regionais", afirmou. Para Balfour, outro fator é a "fraqueza do Estado".
"O nacionalismo costuma ser mais forte em Estados fracos, com fraca identidade nacional, como na Espanha e na Itália."
Ele vê diferenças nos casos de separatismo. "Não há, no Reino Unido, uma Constituição que proíba a Escócia de negociar a sua independência. Na Espanha, não há um mecanismo para isso. A Constituição não permite."
Balfour acha que o temor de piora econômica pode frear o separatismo, principalmente a incerteza quanto ao status dos novos países na União Europeia.
O risco econômico é maior para as regiões, se conseguirem a independência. Talvez Flandres seja um pouco diferente, é uma economia forte, tecnológica, de serviços.
A Valônia é industrial, e a indústria está em crise desde os anos 90. Seria mais difícil para Escócia, Catalunha e País Basco.
Como eles sobreviverão sem o mercado único [europeu]? Como vão negociar isso? A maior parte do comércio dessas regiões é com o seu país. O maior mercado da Catalunha é a Espanha.
A União Europeia evita comentar o tema. Considera essa é uma questão interna dos países e que cada um cuide do seu caso com as suas leis. Novos países podem entrar no bloco se houver a aprovação unânime dos atuais 27 membros. Ou seja, a Espanha pode vetar o ingresso da Catalunha (e já ameaça isso veladamente).
"Na prática, ninguém sabe o que vai acontecer", afirmou uma autoridade europeia, que pediu para não ser identificada. "As regiões não poderão ter certeza jurídica [de entrada na UE] antes de um caso concreto."
"Tem países europeus que não são da UE, como a Suíça, mas que estão plenamente integrados. E, além disso, ninguém fica fora para sempre", disse essa fonte. Ele lembra ainda que novos países poderiam usar o euro mesmo sem estar na UE. "Eles não teriam soberania monetária, mas hoje já não se tem mesmo no euro."
Tanto Balfour como a fonte europeia acham que não haverá separações. "Mas quer negociar ainda mais autonomia para a Catalunha, obter concessões, e para isso surfa no sentimento nacionalista. Esse é um jogo perigoso", disse o professor.
Perigoso pois pode afetar a percepção de risco dos países envolvidos.
"Isso não ajuda a economia da Espanha", disse a autoridade.
Mais! Incerteza é tudo o que a Europa não precisa agora.

Principais manchetes da imprensa em Portugal
NOTÍCIAS
MUNDO LUSÓFONO
Noticias mais importantes nas mídias portuguesas no período compreendido entre 16 e 22 de Novembro.
Com a colaboração de nossa correspondente em Portugal Cristina Ferreira Gandara
Manchetes dos principais jornais em PORTUGAL
Português é a terceira Língua mais utilizada no Facebook, aponta relatório
Os desafios da Língua Portuguesa na Era Digital
A redescoberta da história indo-portuguesa de Goa
ONU, CPLP e União Africana devem atuar em missão à Guiné-Bissau
Imprensa de Macau pede tratamento igual aos média em português e em chinês.
PORTUGAL – Taxa de desemprego
Bate novo recorde: 15,8%
A taxa de desemprego em Portugal volta a bater o recorde e chega já aos 15,8%, ou seja, o país ganhou mais 44 mil desempregados durante o terceiro trimestre deste ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
A taxa de desemprego entre os jovens em Portugal continua subindo e chegou no terceiro trimestre aos 39%, afetando já 175 mil pessoas entre os 15 e os 24anos.
No segundo trimestre de 2012, a taxa de desemprego nesta faixa etária era de 35,5%, com 149,7 mil jovens desempregados contabilizados pelo Instituto Nacional de Estatística.
De acordo com o INE, este salto representa um aumento de 17% em termos trimestrais e de 26,6% em comparados com o anterior trimestre, tendo sido um dos principais motivos para a subida da taxa de desemprego total.
Entre Julho e Setembro, a taxa de desemprego subiu no terceiro trimestre para os 15,8%, face aos 15% observados no trimestre anterior, com o número de desempregados em Portugal ultrapassando os 870 mil, divulgou o INE.
Entre o número de desempregados, há 137,5 mil com grau de ensino universitário (uma subida de 45,8% em relação ao trimestre passado e mais 27,8% se comparado ao trimestre anterior).
Comparando com o mesmo trimestre de 2011, o desemprego atingiu mais 43,2 mil licenciados entre Julho e Setembro.
PORTUGAL – ECONOMIA
ORÇAMENTO DE ESTADO 2013 contém o maior aumento de impostos da história.
O secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, acusou no sábado o Governo de fazer “propaganda”, considerando que a proposta de Orçamento de Estado contém o “maior aumento de impostos da história".
“A propaganda tentou iludir os portugueses, porque eu bem vi e muita gente falou comigo, a propaganda do Governo tenta dar a ideia que os portugueses vão pagar menos 0,5 por cento de impostos no próximo ano, não é verdade”, afirmou.
“O Governo apresenta uma proposta de Orçamento de Estado que é a proposta que mais aumenta os impostos desde a revolução de 25 de Abril. Um aumento de 30 por cento no IRS dos portugueses, que é o aumento maior de impostos da nossa história”, acrescentou.
O dirigente socialista falava em Portalegre, no decorrer de um jantar com militantes e simpatizantes do Partido Socialista, após ter estado, ao final da tarde de sábado, no centro daquela cidade alentejana a presidir à inauguração da nova sede da Federação Distrital do Partido Socialista.
PORTUGAL - Porto
Rui Rio, Presidente da Câmara da cidade do Porto, em Portugal, afirmou ontem que "um poder político desacreditado" está mais vulnerável à influência de interesses privados.
O presidente da Câmara do Porto falou num colóquio da Faculdade de Economia do Porto sobre "O Estado social ao Estado liberal" que, em determinada altura da sua vida política, esteve envolvido no estudo de uma reforma da segurança social. Esse esqueleto de reforma nunca chegou a sair do papel. Os motivos? "Nunca os direi, pelo menos enquanto as pessoas envolvidas estiverem vivas".
Nunca se referindo ao que estava em causa nem aos contornos do caso, Rio afirmou apenas que, "se os portugueses soubessem o que se passou" teriam ainda mais motivos que os que já lhes assistem para desconfiarem do papel dos políticos no desenrolar da vida do país.
Já antes, na sua intervenção inicial, Rio tinha afirmado que "Temos uma crescente incapacidade política para resolvermos os problemas que temos pela frente. Agravado por um poder político desacreditado e interesses corporativos mais fortes e capazes de influenciar" a vida de todos, colocando interesses particulares à frente do interesse público.
PATRIMÓNIO IMATERIAL – EUROPA DO SUL
Colóquio «Políticas Públicas para o Patrimônio Imaterial na Europa do Sul: percursos, concretizações, perspectivas»
Nos próximos dias 27 e 28 de Novembro será realizado em Lisboa, o Colóquio Internacional Políticas Públicas para o Patrimônio Imaterial na Europa do Sul – percursos, concretizações, perspectivas.
O Colóquio tem como objetivo refletir sobre os processos de desenho de políticas públicas e os principais programas e medidas de valorização desenvolvidos em Portugal, Espanha, França e Itália para fins da implementação da Convenção UNESCO 2003, com especial enfoque sobre a constituição de inventários como medidas fundamentais para a salvaguarda do Patrimônio.
Confrontando as principais estratégias desenvolvidas em cada um dos países, assim como os percursos históricos de que resultaram essas mesmas estratégias, o Colóquio pretende refletir, por um lado, sobre os papéis aí reservados para as entidades governamentais (de âmbito nacional, regional e local), as entidades de caráter científico e cultural (museus, universidades, centros de pesquisa, associações) e as “comunidades, grupos, indivíduos”.
Por outro lado, tendo em conta o papel desempenhado pela Antropologia, não apenas no estudo dos fatos de cultura desde recentemente objetificados como “PCI”, mas também no próprio processo de elaboração da Convenção da UNESCO, o Colóquio pretende refletir sobre o papel e o envolvimento da disciplina na definição e implementação daquelas políticas e estratégias, identificando as oportunidades, os resultados e, também, os problemas metodológicos, epistemológicos e/ou políticos que daí podem decorrer.
BRASIL – PORTUGAL - BRASIL
Lusofonia... Nossos laços culturais. Uma saída? Para a Ministra sim.
A ministra da Cultura brasileira, recém empossada, Marta Suplicy, disse que o seu país devia estar mais presente no momento difícil de Portugal e que "o grande irmão" dos portugueses não é a China mas o Brasil.
"Acredito que, neste momento difícil que Portugal atravessa, é o momento que o Brasil deveria estar mais presente", afirmou Marta Suplicy, que esteve em Lisboa para a inauguração do "Espaço Brasil", de promoção da cultura brasileira no âmbito do Ano do Brasil em Portugal, no LX Factory, em Alcântara, Lisboa.
"O grande irmão e parceiro de Portugal neste momento difícil economicamente não é a China, é o Brasil. Acredito que o Brasil tem de acelerar este processo", sublinhou a ministra brasileira.
Para Marta Suplicy, "a presença da Embraer em Portugal foi muito importante", mas considera que mais "parcerias são necessárias neste momento" e o "parceiro principal [de Portugal] deveria ser o Brasil".
Segundo a Ministra, o Brasil e Portugal podem, através da promoção da sua cultura, potenciar o seu desenvolvimento econômico, sobretudo em áreas como o turismo, negócios e empresas.
"A promoção da cultura pode ser, principalmente em países como o Brasil e Portugal, numa certa medida, uma alavanca gigantesca para o turismo", declarou.
O Ano do Brasil em Portugal e do Ano de Portugal no Brasil está a decorrer desde setembro em ambos os países, com uma programação que abrange as áreas da cultura, economia e turismo, terminando em junho de 2013.
Marta Suplicy, que também já foi ministra do Turismo (no Governo de Lula da Silva) e prefeita de São Paulo, disse que a "alavanca" que a cultura promove também é importante nos negócios, para as empresas e outros setores.
Para a ministra brasileira, "alguns países já têm clareza sobre isso, com orçamentos maiores na área da cultura e com grandes investimentos. Outros ainda, por necessidade ou visões diferentes, não têm essa percepção, ou se tem, não conseguem" dar prioridade à promoção da cultura.
"Há uma percepção cada vez maior que esta riqueza do Brasil em cultura pode tornar-se em riqueza de desenvolvimento econômico, principalmente para algumas regiões brasileiras extremamente ricas culturalmente e que não se apropriam financeiramente desta possibilidade", acrescentou.
Senadora por São Paulo, Marta Suplicy, que assumiu a pasta da Cultura em Setembro passado, afirmou ainda que foi uma ideia feliz fazer um Ano do Brasil em Portugal neste momento, referindo-se à mostra da cultura brasileira em "várias regiões do país, com a presença diversificada".
Sobre a fraca divulgação no Brasil de obras literárias contemporâneas (além de autores de teatro, entre outros) de Portugal, a ministra disse que os dois países têm responsabilidade na questão, mas Portugal "deveria ter um papel de proeminência" na promoção das suas obras.
A ministra disse que a imagem de Portugal e dos portugueses no Brasil já é bastante diferente de há três ou quatro gerações passadas.
"O português está absolutamente incorporado na cultura brasileira e nas gerações mais novas não procede mais este estereótipo (homens de bigode e mulheres vestidas de preto) em relação ao português", afirmou a ministra.
Marta Suplyci referiu que o envolvimento de atores portugueses nas novelas brasileiras nos últimos anos é "muito rica e muito bem-vinda" no Brasil.
Sobre o Ano do Brasil em Portugal e de Portugal no Brasil, a ministra considerou ainda que "culturalmente, é uma aproximação importante, porque serve para consolidar novas imagens dos dois povos, da cultura brasileira contemporânea e vice-versa".
"Penso que muda também a visão de um povo na medida que você vê uma produção cultural diferente", acrescentou a ministra brasileira.
PORTUGAL e Angola
Paulo Portas disse que o “Governo português fará tudo o que está ao seu alcance para melhorar ainda mais as relações com Angola e não deixar que nada as prejudique”.
Para Paulo Portas, o relacionamento entre os dois países atingiu “níveis de excelência” e que o Governo Português, diz o ministro dos Negócios Estrangeiros, “está empenhado” em preservar e desenvolver.
“Entre os exemplos deste relacionamento estão o fato de cerca de 120 mil portugueses trabalharem hoje em dia em Angola e cerca de oito mil empresas portuguesas exportarem para Angola, que se tornou importante no mercado não europeu para a nossa economia”, disse ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros.
“Ao mesmo tempo”, acrescentou Paulo Portas, “inúmeros interesses e investimentos angolanos fizeram o seu caminho e ganharam um espaço muito relevante em Portugal. Como é evidente, tudo isto é tão importante para os dois países que o Governo português fará tudo o que está ao seu alcance para melhorar ainda mais as relações com Angola e não deixar que nada as prejudique”.
Para o ministro, as relações entre Angola e Portugal são, e vão continuar a ser, uma “prioridade da máxima importância da política externa portuguesa” e sublinhou que o “Governo constituído depois das recentes eleições” é, para Portugal, “uma garantia de amizade entre os dois estados e de cooperação entre os dois povos”.
ANGOLA
O primeiro censo que Angola realiza desde que se tornou independente, em 1975, e já não era sem tempo.
O Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH),é essencial para se traçar políticas corretas dirigidas ao desenvolvimento humano e bem-estar das populações, que até hoje têm sido feitas por estimativas e extrapolação.
Mas, o crescimento econômico ainda não teve um impacto significativo na pobreza e no desemprego dos jovens, que continuam a ser questões críticas no país.
Com cerca de 46% da população com menos de 18 anos e a estimativa de que a população do país crescerá dos cerca de 19 milhões atuais para 24,5 milhões, em 2020, Angola vai enfrentar no futuro grandes desafios em termos demográficos.
A esperança de vida permanece baixa, com uma média de 48,1 anos. Devido à falta de dados, é difícil a obtenção de indicadores de desenvolvimento humano de Angola.
Um censo nacional realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, o primeiro desde 1970, a ser concluído até 2014, deverá contribuir significativamente para melhorar os dados sobre o país.
Por exemplo em 2011, a despesa social será superior a 30% do total do orçamento, distribuída da seguinte forma: 8% para a educação, 3,8% para a saúde, 12,8% para a proteção social, 1,3% para a cultura, 4,9% para a habitação e desenvolvimento comunitário e 0,8% para a proteção ambiental.
No entanto, a incerteza permanece sobre estas verbas. Em especial, 9% do orçamento serão atribuídos a serviços de proteção social “não especificados”, levando a especulações de que as análises técnicas subjacentes a estas atribuições podem não ser precisas.
Os recursos humanos continuam a ser um constrangimento importante para a educação e a saúde. Depois de uma guerra de 27 anos, é muito difícil convencer professores qualificados e profissionais de saúde a exercerem suas atividades em áreas rurais distantes da capital.
A administração e execução dos planos do governo sofrem do mesmo problema.
A concentração de trabalhadores qualificados, já de si escassos, nos principais centros urbanos (especialmente Luanda) continua a prejudicar a execução dos ambiciosos planos do governo.
Apesar de recentes programas habitacionais implementados em Angola (Fundo de Fomento Habitacional ou a Nossa Casa), criar condições de habitação continua a ser uma prioridade no país.
Segundo dados oficiais, 78,5% da população urbana vive em casas construídas sem materiais adequados e apenas 40% da população angolana tem acesso a eletricidade (8,6% em áreas rurais).
Problemas de saúde ambiental continuarão a ser um encargo significativo para Angola. Apenas 42% da população têm acesso a água potável.
As populações semiurbanas vivem perto de montes de lixo não recolhido e de água estagnada.
O acesso à água potável e ao saneamento básico continua a ser problemático nas zonas rurais, com água potável disponível para apenas 23% da população rural e instalações sanitárias melhoradas para apenas 31%.
O governo instituiu o programa Água para Todos, a fim de melhorar o acesso a água potável nas zonas rurais do país. O objetivo é que 80% da população rural tenha acesso a água potável até final de 2012, o que parece muito otimista e difícil de atingir.
Cerca de 70% das despesas em educação são destinadas à educação pré-escolar e ao ensino primário. A taxa de escolarização bruta na educação (ambos os sexos), em 2006, foi de 65,3%, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano 2010 do PNUD.
O objetivo do governo é aumentar a taxa de escolarização primária bruta para 90% até 2015. A taxa de alfabetização de adultos, população com idades acima dos 15 anos, é de 65%, embora entre as mulheres jovens (15-24 anos) nas áreas rurais, a taxa de alfabetização seja de apenas cerca de 40%.
O investimento no setor da saúde tem sido baixo, quando comparado com o investimento na educação e na proteção social, e a meta do governo de ter três médicos por 10 000 habitantes, em 2012, parece ambiciosa, tendo em conta a formação atual de pessoal médico qualificado.
Alguns indicadores mostram que os desafios continuam na saúde e nutrição infantil.
MOÇAMBIQUE - Estudo ferroviário
Governo moçambicano vai lançar concurso para ferrovia e porto avaliado em 1,5 mil ME
Moçambique vai lançar um concurso internacional para a seleção de três empresas que vão construir uma ferrovia e um porto no centro do país, avaliados em 1,5 mil milhões de euros.
Segundo o presidente da empresa pública CFM (Caminhos de Ferro de Moçambique), as empresas selecionadas vão construir 525 quilômetros de linha férrea entre a província de Tete, rica em carvão, e a da Zambézia, ambas no centro do país.
O projeto prevê igualmente a construção de um novo porto, com capacidade para o escoamento de 20 milhões de toneladas, na província da Zambézia. “Até ao fim deste ano devemos lançar a licitação. O projeto vai custar cerca de 2 bilhões de dólares (1,5 milhões de euros), incluindo o porto", afirmou Rosário Mualeia.
O presidente dos CFM adiantou ainda que a reabilitação da linha férrea de Sena, atrasada há vários meses e a única disponível para o escoamento de carvão, será reativada no final deste ano.
TIMOR – LESTE e os militares portugueses
Militares da GNR em Timor-Leste destacam carinho de um povo e sorriso das crianças, na sua saída e durante a su permanência
Hélder Garção, que integrou o último contingente da GNR em Timor-Leste, chegou a Lisboa com o sorriso das crianças timorenses na memória e a recordação de um povo que durante seis anos acarinhou os militares em missão naquele país.
O primeiro grupo do último contingente da Guarda Nacional República destacado em Timor-Leste, constituído por 67 militares, chegou a Lisboa, após uma missão de seis meses que marca o fim da presença da GNR naquele país durante seis anos.
"Guardo na memória sobretudo o sorriso das crianças. É uma coisa verdadeiramente marcante em Timor-Leste", disse aos jornalistas o tenente Hélder Garção, oficial de ligação do contingente, que destaca a forma como o povo timorense recebeu os militares da GNR e o carinho que têm pelos portugueses.
Da presença de seis anos da GNR em Timor-Leste, Hélder Garção destacou a "atuação muito firme ao nível operacional" na fase inicial e, posteriormente, o apoio humanitário, além da formação que os militares portugueses deram à polícia timorense.
Este oficial da GNR considera que a paz tem condições para perdurar no tempo em Timor-Leste, sublinhando que a polícia daquele país é capaz de assumir "totalmente a segurança".
Também, o militar da GNR Filipe Vieira, que já fez três missões em Timor-Leste, considera que aquele país tem todas as condições para manter a segurança de uma forma autônoma.
Para Filipe Vieira, integrar o último contingente "é especial", uma vez que Portugal e Timor-Leste têm "uma longa história e uma forte ligação".
"A GNR vai deixar saudades. A nossa ligação foi forte e sentimos laços muito próximos com a população",afirmou. Outro militar que chegou a Lisboa depois de três missões em Timor-Leste, afirmou que a GNR vai deixar saudades, mas os elementos da Guarda que passaram por aquele país têm um "cantinho do povo timorense guardado em seu coração".
Na memória, este militar da Unidade de Intervenção da GNR guarda "o espírito de missão e o respeito com que o povo timorense encara" os portugueses.
O Ministro Miguel Macedo, presente á recepção,  apontou como aspectos marcantes da missão de seis anos da GNR "a forma altamente competente, muito profissional, muito serena" e a interação com a população, que segundo o ministro, "gostava e confiava nos homens da GNR".
Entre 2006 e 2012 passaram por Timor-Leste treze contingentes da GNR, com um total de 1.754 militares, enquadrados numa missão das Nações Unidas.
Das muitas missões desempenhadas em Timor-Leste, a GNR destaca a detenção do líder dos peticionários, Major Reinado em 2006; a segurança aos processos eleitorais; a intervenção que permitiu salvar a vida ao então presidente da República, Ramos-Horta, quando da sua tentativa de assassinato em 11 de Fevereiro de 2008 e o apoio prestado à Polícia Nacional de Timor-Leste no controle dos distúrbios que assolaram o território após as eleições parlamentares de 2012.
A GNR terminou a sua atividade operacional em Timor-Leste a 31 de Outubro.
Cristina Ferreira Gândara